12 agosto 2016

Incêndios: Chefe nacional dos escuteiros visitou agrupamentos envolvidos no auxílio aos bombeiros e populações

Lisboa, 12 ago 2016 (Ecclesia) – Cerca de 500 escuteiros estão envolvidos, um pouco por todo o país, no apoio às corporações de bombeiros que combatem os incêndios nos vários distritos, adiantou hoje o Corpo Nacional de Escutas (CNE), que coordena o escutismo católico português.

“Nos últimos dias, jovens e adultos têm deixado as suas casas e mesmo, alguns, as suas férias, para participarem nos turnos de trabalho que os vários departamentos regionais de Proteção Civil e Segurança do CNE têm constituído, nomeadamente nas regiões de Aveiro, Coimbra, Lisboa, Madeira, Santarém, Porto, Viana do Castelo e Viseu”, adianta aquele organismo.

Num comunicado enviado esta sexta-feira à Agência ECCLESIA, o CNE realça ainda que “muitos outros escuteiros participam em campanhas de recolha de alimentos e bens de 1ª necessidade que posteriormente canalizam para os locais onde são necessários”.

Para o chefe nacional do CNE, Norberto Correia, esta tem sido uma oportunidade para os escuteiros colocarem em prática, num “contexto real”, tudo aquilo que aprendem no escutismo em termos de ajuda ao próximo e de contributo para o bem-comum, ao mesmo tempo que é “uma oportunidade educativa fundamental para os jovens”.

“É muito bom ver que os valores que o Escutismo transmite dão estes frutos tão essenciais para a sociedade e que os nossos escuteiros estão sempre alerta nas alturas em que são mais necessários”, frisa aquele responsável.

Norberto Correia visitou esta quinta-feira alguns dos agrupamentos de escuteiros envolvidos na ajuda “de retaguarda” ao combate aos fogos, nomeadamente em Águeda e na Anadia.

O chefe nacional declarou-se “impressionado com a organização e o serviço que os escuteiros estão a prestar”.

“Sei que as outras equipas, que infelizmente não consigo acompanhar presencialmente por causa da distância, estão a trabalhar com igual esforço e dedicação”, salientou.

As Equipas de Apoio de Retaguarda (EAR) são unidades locais onde os voluntários escuteiros prestam serviço, de forma alternada, às várias entidades envolvidas nos teatros de operações, na angariação e fornecimento de alimentação, bebidas, e apoio ao nível de evacuação e informação das populações.

Estas equipas, compostas por jovens acima dos 15 anos e adultos, desempenham um trabalho de segunda linha –trabalhos humanitários em sintonia e por ordem do Comando de Operações (não estando nunca em contacto direto com a extinção de incêndios), em serviços que não colocam em risco os escuteiros, como por exemplo em quarteis de bombeiros, juntas de freguesia, ou nas próprias sedes dos escuteiros.

Atuam exclusivamente sob indicação de cada Comandante de Operações (CO), e prestam apoio logístico essencial, desde o transporte e evacuação de população, à recolha, triagem e distribuição de bens alimentares e distribuição dos mesmos aos agentes da Proteção Civil e populações, passando pela recolha de bens de 1ª necessidade.