12 agosto 2016

Castro Marim cancela fogo-de-artifício e canaliza verba para a Madeira

A Câmara de Castro Marim, distrito de Faro, decidiu cancelar os programas de fogo-de-artifício de duas festas do concelho e canalizar as verbas para a ajuda à população da Madeira.

O município decidiu cancelar os programas de fogo-de-artifício que estavam previstos para as Festas em Honra de Nossa Senhora dos Mártires, que começa esta sexta-feira e termina na segunda-feira, e para o evento Dias Medievais (24 a 28 de agosto).

A verba que seria utilizada em pirotecnia servirá para "reconstrução e recuperação das infraestruturas e atividades económicas e sociais afetadas" pelos incêndios que atingiram a ilha da Madeira, informa uma nota de imprensa da autarquia algarvia.

Nas duas festas, seriam gastos "alguns milhares de euros" em fogo-de-artifício, disse à agência Lusa o presidente do município, Francisco Amaral, referindo que contactou com "a maioria dos vereadores, que foram unânimes em aceitar esta solução".

A divisão financeira do município já "está a preparar os documentos" para que possa ser enviada a verba para a Madeira, acrescentou.

De acordo com o autarca, a empresa de pirotecnia "foi compreensiva" e abdicou dos serviços que já tinham sido contratualizados com a Câmara de Castro Marim.

Apesar de ser "um gesto simbólico, tem muito significado", realçou o autarca social-democrata.

Já na quarta-feira, o município de Paredes de Coura anunciou que não vai realizar a habitual sessão de fogo-de-artifício nas festas do concelho, dando o montante destinado ao espetáculo pirotécnico à associação humanitária de bombeiros locais.

A Câmara Municipal do Funchal estimou na quinta-feira em 55 milhões de euros os prejuízos materiais nos bens privados e públicos no concelho provocados pelos incêndios que deflagraram na ilha da Madeira.

O Funchal foi o concelho mais afetado, mas as chamas chegaram a atingir outros concelhos.

Ao final da manhã de desta sexta-feira, persistia ainda um foco de incêndio no município da Calheta, em zona florestal.

Os fogos provocaram três mortos e cerca de mil desalojados provisórios.

Lusa