04 dezembro 2014

Proteção Civil integra missão da ONU em Cabo Verde

A Autoridade Nacional de Proteção Civil anunciou esta quarta-feira que vai enviar para Cabo Verde um responsável para integrar a missão da ONU que avaliará as necessidades de socorro após a erupção vulcânica do Pico do Fogo.
Em comunicado enviado à Lusa, a ANPC indicou que o elemento da sua estrutura operacional escolhido, a Comandante Operacional Distrital de Setúbal (CODIS), Patrícia Gaspar, vai participar, no terreno, na missão da UNDAC - United Nations Disaster Assessment Coordination Team (Equipa Coordenadora de Avaliação de Desastres Naturais das Nações Unidas).

Trata-se de uma missão de "avaliação da emergência e das necessidades de socorro e assistência decorrentes da situação que se vive desde 23 de novembro devido à erupção vulcânica do Pico do Fogo", referiu a Proteção Civil.

No documento, a ANPC precisa que "a missão da CODIS de Setúbal foi solicitada ao abrigo do Mecanismo Europeu de Proteção Civil" e que "a partida é hoje (quarta-feira) às 20.45 horas, do Aeroporto da Portela, em Lisboa, e tem como destino a Cidade da Praia, Cabo Verde".

A Proteção Civil sublinhou igualmente que tem acompanhado, através do seu Comando Nacional de Operações de Socorro, a evolução da situação de emergência desde o seu início, "em estreita ligação com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA)", e que acionou, também, a pedido do Instituto Nacional de Gestão do Território de Cabo Verde, o Copernicus Emergency Management Service, da União Europeia, para obter imagens de satélite que permitam monitorizar a situação.

Além disso, referiu que, em resposta a um pedido de ajuda feito pelas autoridades cabo-verdianas a Portugal, a ANPC disponibilizou materiais e equipamentos, incluindo 4 mil máscaras de proteção respiratória, um telefone-satélite, 50 WC portáteis, 500 camas de campanha, 100 cobertores e 200 lençóis.

No comunicado, a Proteção Civil indica ainda que as Forças Armadas também estão envolvidas nesta ajuda, tendo enviado para a região uma fragata da Marinha portuguesa que já atracou na cidade da Praia.

A erupção vulcânica na ilha do Fogo começou no dia 23 de novembro e até ao momento, a lava expelida já destruiu mais de 50 habitações e outras tantas cisternas de água, currais, várias casas de apoio à agricultura e uma vasta área de terreno agrícola.

Também consumiu a sede do Parque Natural do Fogo, uma escola básica, um hotel e obrigou a evacuação da localidade de Chã das Caldeiras, com mais de 1200 pessoas, mas até agora não provocou vítimas.

Esta quarta-feira, a lava abrandou o ritmo, movendo-se a menos de um metro por hora, segundo as autoridades que acompanham a situação no terreno.

JN