04 dezembro 2014

Cheias em Marrocos destruíram perto de mil pontes

Marrocos vai precisar de vários anos para reabilitar as cerca de mil pontes destruídas ou afetadas pelas inundações que há dez dias ocorrem em grande parte do país e já causaram 47 mortos e dois desaparecidos.

O ministro dos Transportes e do Equipamento, Aziz Rabah, compareceu na terça-feira na Câmara dos Representantes para dar explicações sobre os estragos causados pelas chuvas torrenciais e inundações, adiantando que cerca de mil pontes ficaram danificadas, desapareceram ou estão em situação "preocupante".


A sua reparação, adiantou Rabah, vai precisar de vários anos, não um ou dois, e o custo ultrapassar os seis mil milhões de dirhams (550 milhões de euros), com o ministro a destacar o carácter excecional e inédito das chuvas caídas em regiões tradicionalmente muito secas, quase desérticas.

A reabertura urgente da circulação em todas as estradas cortadas, sem as reabilitar, requer 65 milhões de dirhams, especificou.

Neste momento, existem 505 pontes "totalmente submersas pelas águas", acrescentou Rabah, ao ilustrar a dimensão dos prejuízos.

As inundações são desde há dias motivo de preocupação generalizada e motivaram críticas contra o Governo, pela falta de previsão e transparência informativa, e os meios de comunicação, pela cobertura noticiosa.

Um apresentador da primeira cadeia televisiva, originário de uma das regiões mais castigadas, apresentou a sua renúncia em protesto por a sua própria estação ter apresentado os factos "como se tivessem ocorrido na Albânia" e porque "não mostrava o que se passava no interior das cidades (inundadas), concentrando-se antes nas ajudas enviadas para a população", segundo a sua carta de demissão tornada pública.

JN