08 outubro 2014

Santo Tirso: 2014 Foi o Melhor Ano na Última Década em Número de Incêndios e Área Ardida

O ano de 2014 foi o melhor da última década em termos de área ardida e do número de incêndios ocorridos no concelho de Santo Tirso. De 2 de junho a 30 de setembro, período em que esteve a funcionar o maior dispositivo de sempre de defesa da floresta contra incêndios lançado pela Câmara, registaram-se 67 ocorrências e cerca de 10 hectares de área ardida.
De acordo com os dados nacionais de incêndios florestais, Santo Tirso registou ainda, entre 1 de janeiro e 30 de setembro, um total de 88 ocorrências (cinco incêndios e 83 fogachos), que resultaram em cerca de 15ha de área ardida, entre povoamentos (2,68ha) e mato (12,95ha). Se se comparar os valores de 2014 com os da última década (2004-2014), verifica-se uma diminuição de 78 por cento de ocorrências face à média dos 10 anos anteriores e menos 97% de área ardida no mesmo período.
Para o presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, Joaquim Couto, há duas razões que explicam a descida do número de incêndios e da área ardida no concelho. O primeiro tem que ver com “as condições meteorológicas desfavoráveis à ocorrência de fogos”. O segundo prende-se com “o esforço que o executivo municipal fez de colocar no terreno, durante o período mais crítico para a ocorrência de incêndios, um dispositivo eficaz de prevenção e vigilância dos incêndios florestais”.
Tratou-se, de facto, do maior Dispositivo Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios de sempre, composto por duas equipas da Câmara - nove elementos com funções de vigilância e outros tantos para a limpeza da floresta, contratados ao abrigo de um protocolo com o Centro de Emprego -, uma equipa de Sapadores Florestais, as três corporações de bombeiros do concelho (Santo Tirso, Tirsenses e Vila das Aves), a Polícia Municipal, a Polícia de Segurança Pública e a AFOCELCA, agrupamento complementar de empresas que integra o Dispositivo Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios, da Autoridade Nacional de Proteção Civil. Pela primeira vez, o concelho de Santo Tirso teve também patrulhamento a cavalo durante o período mais crítico, de 2 de junho a 30 de setembro, feito por militares da GNR.
Em jeito de balanço ao período em que esteve em vigor o Dispositivo Municipal de Defesa da Floresta contra Incêndios, Joaquim Couto considera que “valeu a pena o esforço feito pela Câmara de disponibilizar os maiores meios de sempre para a prevenção e vigilância da floresta”, uma vez que “os resultados estão à vista”.
Face à realidade do concelho no que diz respeito à ocupação do solo, em que 47,28% da área total corresponde a terrenos ocupados por florestas e matos, a Câmara adotou medidas de planeamento integrado, no âmbito da Comissão Municipal de Defesa da Floresta, com vista a otimizar a articulação dos recursos humanos e meios disponíveis para as ações de vigilância, deteção, fiscalização, primeira intervenção, combate, rescaldo e vigilância ativa pós-incêndio, o que contribuiu para, ainda segundo Joaquim Couto, “o balanço extremamente positivo das ocorrências e área ardida no concelho” até 30 de setembro.
No período 2004-2014, os piores anos foram 2005 (545 ocorrências e 1996ha de área ardida), 2010 (531 e 1013ha) e 2013 (469 e 1296ha). Santo Tirso tem uma área florestal de 6475 ha, o que representa cerca de 47 por cento da área total do concelho (14 mil hectares). De acordo com os dados do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, entre 1996 e 2013, registaram-se 7844 ocorrências no concelho, responsáveis por 9363ha de área ardida, à média de 520 hectares por ano.
Fonte: Correio do Minho