07 outubro 2014

Portugal Não Eleva, Para Já, Nível de Alerta por Causa do Ébola

Direcção-Geral da Saúde está a acompanhar a situação em Espanha, onde foi diagnosticado o primeiro caso de contágio na Europa.
A Direcção-Geral da Saúde (DGS) não vai aumentar, para já, o nível de alerta em Portugal, depois de ter sido diagnosticado um caso de ébola na vizinha Espanha.
Os últimos acontecimentos em Espanha estão a ser acompanhados de perto pela DGS. Em declarações à Renascença, o director-geral, Francisco George, afirma que é preciso saber  o que aconteceu realmente e que medidas adicionais será necessário adoptar.
“O nível de alerta em Portugal não se eleva perante essa situação. Falei com a minha homóloga espanhola, que me confirmou a situação. Estão a investigar o problema que deu origem agora à situação da auxiliar de enfermaria, é preciso saber que tipo de equipamento a protegia, se era adequado ou não e perceber porque é que adoeceu essa senhora que tratou dos doentes que tinham ébola”, diz Francisco George.
As notícias deste caso de contágio com ébola de uma enfermeira espanhola chegaram no final de uma reunião, esta segunda-feira, com o director-geral de Saúde, com os presidentes do INEM e do Instituto Ricardo Jorge, além dos directores dos Hospitais Curry Cabral, S. João e dos serviços de saúde das Forças Armadas.
Francisco George explica que estiveram a avaliar as medidas de prevenção em Portugal relacionadas com a biossegurança e a quarentena. “Estiveram, em conjunto, a apreciar as normas em termos de biossegurança, saber se as nossas normas, à luz dos novos conhecimentos, são as adequadas para em termos de conjugação de esforços percebermos se as normas portuguesas precisam ou não de ser reajustadas aos novos conhecimentos”, sublinha.
O director-geral de Saúde admite que é preciso ter cuidados acrescidos com o pessoal de saúde que está mais em contacto com os doentes, nomeadamente médicos, enfermeiros e auxiliares.
“Nós sabemos, à partida, que há um risco muito grande na frente hospitalar: são os médicos, os enfermeiros, o pessoal auxiliar que está em maior risco porque contacta com os doentes, com os líquidos orgânicos dos doentes, a começar pelo sangue quando se fazem análises. Todas essas situações são de risco muito elevado e é preciso compreender aquilo que se passou em Espanha”, refere Francisco George.
Na sexta-feira a Direcção-Geral da Saúde deverá anunciar novas medidas para prevenir a doença em Portugal.
Além do contacto com a directora-geral de saúde de Espanha, Francisco George revelou que também tem estado em contacto permanente  com o director da Organização Mundial de Saúde para África, o continente mais atingido pelo surto de ébola.
 
 
fonte: Renascença