09 outubro 2014

Balanço da atuação do INEM no âmbito do Plano de Contingência para o vírus ébola

No âmbito do Plano de Contingência de atuação face à infeção por vírus Ébola, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) preparou-se para dar resposta a eventuais casos suspeitos que ocorram em território continental ou de cidadãos nacionais que tenham de ser repatriados com suspeitas da doença. Até ao momento foram solicitados ao INEM quatro transportes de casos suspeitos, que vieram a confirmar-se todos eles como negativos.

As quatro situações ocorreram no mês de agosto (nos dias 8 e 14), no início do mês de setembro (dia 2) e na semana passada (2 de outubro), sendo que numa delas o transporte do doente para a unidade de saúde de referência não se efetivou, por entretanto uma melhor avaliação ter confirmado que o caso não cumpria os critérios clínicos. A avaliação e realização destes transportes é efetuada em consonância com a Direção-Geral da Saúde, garantindo-se que existe uma validação clínica prévia dos casos suspeitos e transporte do doente para a unidade de saúde de referência para o tratamento.

O INEM tem atualmente equipas específicas - compostas por Técnicos de Emergência, Enfermeiros e Médicos - com capacidade de intervenção em todo o território continental, para atuar no socorro e transporte de casos suspeitos de contaminação pelo vírus ébola. Todos estes operacionais do Instituto tiveram formação específica para atuar neste contexto.

O INEM tem também ao dispor das equipas diverso material e equipamento com um grau de proteção conforme com o nível de perigosidade deste vírus. Foram adquiridos diversos equipamentos de proteção individual, para utilização pelas equipas de emergência médica encarregues de efetuar os transportes, bem como equipamento específico com capacidade de criar condições de pressão negativa, possibilitando o transporte seguro de doentes infetados pelo vírus.

A preparação do Instituto realizou-se também ao nível da informação aos seus colaboradores e às restantes entidades que integram o Sistema Integrado de Emerência Médica, designadamente Bombeiros e Cruz Vermelha Portuguesa. Todos estes grupos receberam - imediatamente após a Organização Mundial de Saúde decretar o estado de emergência de saúde pública - informação sobre os sinais e sintomas deste vírus, bem como as formas de atuar perante um caso suspeito.

Realça-se ainda a colaboração que o INEM tem mantido com outras Instituições, civis e militares, com vista à sua capacitação para lidarem com casos suspeitos. Esta colaboração visa garantir que perante a ocorrência de casos suspeitos de cidadãos nacionais em território estrangeiro, os mesmos são repatriados com todas as condições de segurança, permitindo o seu tratamento em território nacional.

O INEM está ainda em estreita colaboração com a Direção-Geral da Saúde, na monitorização da evolução da situação e na participação em vários grupos de trabalho, nomeadamente na reanálise dos normativos existentes no âmbito da biossegurança.
 
 
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