12 agosto 2014

Seguro diz que combate e prevenção dos incêndios é 'causa nacional'


O secretário-geral do PS, António José Seguro, disse hoje que "o combate aos incêndios e a estratégia de prevenção é uma causa nacional que deve mobilizar todos" os portugueses, destacando o reforço feito para este ano.

"O combate aos incêndios e a estratégia de prevenção é uma causa nacional que deve mobilizar todos, os partidos políticos, todos os responsáveis, toda a cidadania. Isso é que é importante e eu tenho dedicado a este assunto a maior das prioridades", disse aos jornalistas José Seguro, que hoje participou no encontro semanal do Comando Nacional de Operações de Socorro, na Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC).

Na reunião também marcaram presença o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, e o secretário de Estado da Administração Interna, João Almeida.

José Seguro escusou-se a fazer qualquer comentário sobre a moção política sobre as grandes opções de Governo hoje apresentada pelo candidato às primárias do PS António Costa, tendo apenas falado aos jornalistas da questão dos incêndios florestais. 

No final do 'briefing', o secretário-geral do PS, que já no ano passado esteve na ANPC, afirmou ter ficado "muito satisfeito pela competência" e pela informação que recolheu.

"No ano passado, numa situação completamente diferente, estávamos no meio de grandes incêndios no país e este ano, felizmente, noutra situação de grande acalmia. O que quer dizer que não existam incêndios, mas quer dizer que houve um reforço da capacidade de combate aos incêndios a par de temperaturas mais amenas para época, isso é para mim um sinal de satisfação", sustentou.

O secretário-geral do PS manifestou o desejo de que, no final da época crítica de incêndios florestais, se possa fazer "um balanço bastante positivo e que a área ardida seja inferior à do ano passado".

António José Seguro deixou ainda "uma palavra de grande apreço" aos profissionais que combatem os incêndios.

Por sua vez, o ministro da Administração Interna afirmou aos jornalistas que "não é preciso haver entendimento político" sobre os incêndios florestais.

"Qualquer cidadão bem formado e português preocupado com o seu país, quererá que o seu país seja poupado às desgraças que ocorrem ciclicamente nos verões com os incêndios florestais e o rol de dramas que aí decorrem", disse, recordando as recomendações feitas pela Assembleia da República sobre esta matéria, tendo sido, "muitas delas, já incorporadas" no dispositivo de combate deste ano.

"Apesar de situações difíceis como a do ano passado, foram raras as vozes de demagogia que aconteceram em torno desta matéria, acho que isso é um activo muito importante para o país, para podermos continuar a darmos passos em frente e melhorar a situação em relação aos incêndios", acrescentou.

Lusa/SOL