08 agosto 2014

Ébola: Sinais e Sintomas... Fique a Saber tudo Sobre este Virus!

Os sinais e sintomas do ébola geralmente têm início de forma súbita ao longo de um estágio inicial semelhante à gripe e caracterizado por fadiga, febre, dor de cabeça e dores nas articulações, musculares e abdominais.

Vómitos, diarreia e anorexia são também sintomas comuns.

Entre os sintomas menos comuns estão a inflamação da garganta, dores no peito, soluços, falta de ar e dificuldade em engolir.

O tempo médio entre o momento em que se contrai a infeção e a primeira manifestação de sintomas é de entre 8 a 10 dias, mas pode ocorrer entre 2 e 21 dias.

Os primeiros sintomas de FHE podem ser semelhantes aos de malária, dengue ou outrasdoenças tropicais, antes da doença progredir para a fase hemorrágica.

Fase hemorrágica

Todas as pessoas infetadas mostram sintomas do envolvimento do sistema circulatório, como coagulopatia.

Durante a fase hemorrágica, as primeiras hemorragias internas ou subcutâneas podem-se manifestar através de olhos avermelhados ou pela presença de sangue no vómito.

Em cerca de 40-50% dos casos verificam-se relatos de hemorragias nas  pregas da pele e das mucosas; por exemplo, no sistema digestivo, nariz, vagina e gengivas.

Entre os tipos de hemorragias associados à doença estão a presença de sangue no vómito, na tosse e nas fezes.

As hemorragias intensas são raras e geralmente restritas ao sistema digestivo.

Geralmente, a evolução para sintomas hemorrágicos é um indicador do agravamento do prognóstico e a perda de sangue pode provocar a morte.

A doença apresenta uma taxa de mortalidade elevada, frequentemente entre 50 e 90%.
No caso de uma pessoa infetada sobreviver, a recuperação é geralmente rápida e completa. No entanto, nos casos de maior duração ocorrem muitas vezes complicações com problemas a longo prazo, como Inflamação dos testículos, dores nas articulações, dores musculares, esfoliação da pele ou perda de cabelo.

Têm também sido observados sintomas oculares, comosensibilidade à luz, epífora,uveíte, corioretinite ou cegueira.

Os vírus de ébola são capazes de persistir no sémen de alguns sobreviventes até sete semanas, o que possibilita o contágio através de relações sexuais.

Alterações comportamentais

Os vírus ébola são contagiosos, pelo que a prevenção envolve fundamentalmente precauções comportamentais, equipamento de proteção individual e desinfeção. As técnicas para evitar a infeção englobam evitar o contacto com sangue ou secreções corporais infetadas, incluindo as dos mortos.

Isto implica detectar e diagnosticar a doença durante a fase inicial e usar medidas de precaução universais para todos os pacientes.

Entre as medidas recomendadas durante o tratamento de pessoas suspeitas de estarem infetadas estão o uso de vestuário de proteção adequado, como máscaras, luvas, batas, óculos,esterilização e isolamento do equipamento.

A lavagem das mãos é igualmente importante, mas pode ser difícil em regiões onde a disponibilidade de água é escassa.

Devido à inexistência de equipamento adequado e práticas de higiene, as epidemias em larga escala têm ocorrido principalmente em regiões isoladas e pobres, sem hospitais modernos ou equipas médicas com formação adequada. As autoridades têm também desencorajado alguns rituais fúnebres tradicionais, em particular os que envolvem o embalsamamento do corpo.

As tripulações de companhias aéreas que voam para estas regiões são geralmente treinadas para identificar o ébola e isolar pessoas que apresentem os sintomas da doença.

Quarentena

A quarentena é geralmente eficaz na diminuição da velocidade de propagação.

As autoridades geralmente colocam de quarentena as áreas onde a doença ocorre ou as pessoas que possam estar infetadas.

O número reduzido de estradas ou meios de transporte pode ajudar a diminuir a velocidade de propagação em África. Durante o surto de 2014, a Libéria encerrou todas as escolas.

Vacina

Não está atualmente disponível qualquer vacina para os seres humanos.

Os candidatos mais proeminentes são vacinas ADN ou vacinas derivadas de adenovírus, vírus da estomatite vesicular (VSIV) ou de partículas semelhantes a vírus (VLP).

As vacinas ADN, de adenovírus e VSIV passaram à fase de ensaio clínico.

As vacinas têm-se mostrado eficazes na proteção de primatas não humanos.

A imunização demora seis meses, o que não permite que as vacinas sejam usadas como medida de controlo de epidemias.

Tratamento

Não existe tratamento específico para o ébola vírus.

Os cuidados paliativos consistem geralmente na gestão dos líquidos corporais e eletrólitos para prevenir a desidratação, a administração de anticoagulantes na fase inicial da infeção para prevenir ou controlar a coagulação intravascular disseminada, a administração de anticoagulantes nas fases posteriores para controlar as hemorragias, a manutenção dos níveis de oxigénio, a gestão da dor, e administração de antibióticos ou antimicóticos para o tratamento de infeções secundárias.


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