16 agosto 2014

Circulação de trânsito na EN114 interrompida por “tempo indeterminado” após derrocada

Na segunda-feira, aqueles especialistas voltam a reunir-se para reavaliar a situação, informou o gabinete da vice-presidente da Câmara Municipal de Santarém, Susana Pita Soares.

O deslizamento de terras ocorrido esta madrugada nas Encostas de Santarém obrigou à interrupção do trânsito na Estrada Nacional (EN) 114, que continuará impedido por “tempo indeterminado” por questões de segurança, anunciou a autarquia.

Por volta das três da manhã, registou-se um deslizamento de terras nas traseiras do Teatro Rosa Damasceno, que impediu a circulação rodoviária na EN 114, entre Santarém e Almeirim, e provocou quatro desalojados.

Uma equipa composta por técnicos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), da Estradas de Portugal e da autarquia decidiu entretanto que o trânsito deveria continuar interdito, uma vez que “não estão reunidas condições mínimas de segurança para a circulação de veículos”, revelou a autarquia em comunicado.

Na segunda-feira, aqueles especialistas voltam a reunir-se para reavaliar a situação, informou o gabinete da vice-presidente da Câmara Municipal de Santarém, Susana Pita Soares.

Preocupada com a situação, a autarca diz que voltaram a estabelecer "contacto com o Governo no sentido de apelar, uma vez mais, para a urgência de serem tomadas medidas concretas que levem à execução das obras contidas no Plano Global de Estabilização das Encostas de Santarém, cujo projeto se encontra aprovado há mais de dois anos, sem que as entidades competentes tomem a situação como séria e ajam em conformidade”.

O deslizamento de terras, que teve início "mesmo na crista da encosta”, ocorreu desde as traseiras do Teatro Rosa Damasceno até à estrada nacional, que está cortada ao trânsito nos dois sentidos, junto à Travessa do Bom Jesus das Almas.

Além das quatro pessoas desalojadas, foram ainda atingidas outras duas casas que já estavam desabitadas, por ação da autarquia, na sequência de um relatório do LNEC alertando para o perigo que corriam.

Fonte: Jornal i