02 julho 2014

Vigilância florestal em Valongo "operacional e reforçada" garantem responsáveis

Com a ajuda de desempregados de longa duração, bem como do centro hípico e do clube de BTT local, a vigilância florestal no concelho de Valongo está "operacional e reforçada" este ano, garantiu hoje o Comandante Operacional Municipal.

Em Valongo a área florestal ascende aos quatro mil hectares de terreno, pelo que os responsáveis da área ligada ao combate de incêndios decidiram, conforme descreveram à Lusa, fazer uma "aposta em vigilância e prevenção".
"O sistema está operacional e reforçado. Existe um posto de vigilância integrado na rede nacional dos postos de vigia que é em Santa Justa. E, por iniciativa da autarquia, teremos um posto de vigilância na Serra de Pias que vai cobrir uma zona de sombra para quem está na Santa Justa", explicou o Comandante Operacional Municipal de Valongo, Delfim Cruz.
Além dos postos de vigia, o responsável destacou os protocolos criados com o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), este no âmbito da vigia, e com o Centro Hípico e Clube de BTT de Valongo, estes no âmbito da prevenção.
A vigilância das serras teve o pontapé de saída terça-feira, dia dedicado a formação, e a partir de hoje desempregados de longa duração, contratados pela câmara de Valongo em parceria com o IEFP, estão no terreno.
"Têm a função de alertar os serviços municipais de Proteção Civil, os Sapadores Florestais que fazem a primeira intervenção e os bombeiros. Fazem a comunicação para os diversos serviços, de forma a espoletar o ataque inicial à ocorrência. Quanto mais rapidamente for detetado um foco, mais rapidamente pode ser controlado", descreveu Delfim Cruz.
Além dos operacionais que se encontram nos postos de vigia, este programa inclui dois que em motocicleta percorrem as zonas de Campo/Sobrado, Valongo e Alfena.
No total, foram oito os utentes do IEFP contratados para fazer vigilância das 8:00 às 21:00 horas, sete dias por semana.
"Não é um programa totalmente novo, mas no ano passado foi diferente e mais económico para a autarquia. Quisemos apostar mais este ano porque a experiência do ano passado foi vantajosa e deu bons resultados", disse o Comandante Operacional Municipal de Valongo.
À autarquia cabe o pagamento de um seguro, subsídio de transporte, subsídio de alimentação e de uma bolsa, num total que ultrapassa os 7.600 euros para um período de quatro meses.
A formação dos novos "vigilantes" esteve a cargo dos Serviços Municipais de Proteção Civil de Valongo que explicaram como fazer o alerta, como identificar o local, como funciona a comunicação, quais os procedimentos a ter se o incêndio for próximo para que possam colocar-se em segurança porque não estão vocacionados para o combate.
Quanto aos protocolos celebrados com o Centro Hípico e com o Clube de BTT, ambas coletividades de Valongo, este tem por objetivo criar um "efeito dissuasor" e não de vigilância.
Os praticantes "têm autorização para percorrer trilhos na Serra de Pias para criarem movimento na serra. Esse movimento torna-se dissuasor para possíveis incendiários", descreveu Delfim Cruz, sublinhando que este movimento "não levanta problemas" de ordem "ecológica" e cria a ideia de que "há sempre alguém na serra".