17 julho 2014

GNR detém suspeito de atear fogo que feriu quatro bombeiros

A GNR de Macedo de Cavaleiros anunicou esta quinta-feira a detenção de um indivíduo de 58 anos, residente naquele concelho, por suspeita de fogo posto


O homem agora detido terá estado na origem do incêndio florestal que deflagrou pelas 12h35 de quarta-feira, na localidade dos Cortiços, concelho Macedo de Cavaleiros. Durante o combate às chamas ficaram feridos quatro bombeiros e uma viatura dos bombeiros de Miranda do Douro foi consumida pelas chamas.

Os bombeiros feridos no combate ao incêndio estão internados em unidades hospitalares, devido a queimaduras sofridas e a inalação de fumo. As vítimas, três homens e uma mulher, têm idades entre os 19 e os 32 anos, Um bombeiro de 32 anos da corporação de Miranda do Douro foi mesmo transferido para o Hospital da Prelada, devido à gravidade dos ferimentos.

Os quatros bombeiros pertencem todos à corporação de Miranda do Douro e que ficaram feridos quando a viatura de combate em que seguiam foi apanhada pelas chamas. Ao fugirem, um dos bombeiros caiu, os restantes foram socorre-lo e acabaram por ficar todos feridos.

Segundo a GNR de Macedo de Cavaleiros, durante este ano de 2014, o Comando da GNR de Bragança deteve 2 indivíduos pelo crime de incêndio florestal e identificou 25 por indícios da prática deste crime.

O incêndio florestal deflagrou às 12h35 na zona de Cortiço, em Macedo de Cavaleiros, no distrito de Bragança, e foi dado como dominado por volta das 18h00, de acordo com informação da Autoridade Nacional da Protecção Civil. O fogo chegou a ter duas frentes activas e envolveu durante a tarde no combate às chamas sete meios aéreos e 140 operacionais de várias corporações de bombeiros apoiados por 38 veículos.

Este foi o primeiro grande incêndio deste verão no Distrito de Bragança e o único que, perto das 19h00, constava nas ocorrências mais significativas na página da Protecção Civil. Desde as 00h00 desta quarta-feira foram registados 44 incêndios florestais em Portugal, de acordo ainda com a fonte.

Fonte: Público