25 junho 2014

Cavalo selvagem que feriu duas pessoas gera preocupação

O presidente da Câmara de Caminha está "preocupado" com os ataques de um cavalo selvagem que feriu duas pessoas no monte de Santo Antão e garantiu hoje à Lusa que a proteção civil municipal está a acompanhar o caso.

"A Câmara de Caminha está preocupada com a situação que não é habitual e nada cómoda, com um animal a atacar as pessoas que utilizam aquele espaço de grande beleza. O comandante operacional do serviço municipal de proteção civil está a acompanhar o caso em articulação com as equipas especializadas da GNR", adiantou Miguel Alves.

A GNR anunciou na terça-feira ter localizado o cavalo selvagem no monte da Santo Antão, em Cristelo, junto ao parque eólico de Caminha, onde em pouco mais de um mês atacou duas pessoas.

Miguel Alves adiantou que o comandante operacional da proteção civil municipal, que é também o comandante dos bombeiros locais está a acompanhar a situação desde o início em articulação com o posto local da GNR.

Adiantou que o animal não é avistado naquele local desde domingo, "o que poderá indicar que alguém o possa ter recolhido" depois das notícias vindas a público.

O autarca adiantou que informações recolhidas pelos técnicos municipais "indiciam que o animal terá dono, apesar de não possuir nenhum elemento identificativo".

"Os nossos técnicos falaram com habitantes que residem próximo do monte de Santo Antão e as informações que temos indicam, sem certezas, que o cavalo terá dono. Ou se trata um animal abandonado à sua sorte ou cujo dono não o identifica para tentar passar despercebido tendo em conta os estragos que estes animais causam com frequência", disse.

A primeira vítima do garrano, a 13 de maio, foi uma turista inglesa que passeava naquela zona, que "foi mordida na face mas não quis formalizar uma queixa", disse fonte da GNR, acrescentando que o último ataque registado ocorreu no domingo, quando um homem de 41 anos, praticante de 'trail running', residente em Vila Praia de Âncora, foi mordido no ombro.

De acordo com a GNR o cavalo, que "não tem brinco nem qualquer outra marca identificativa", sempre que atacou estava acompanhado de uma égua. Aliás o comportamento agressivo do animal é explicado pelas autoridades pelo fato de sentir que a presença humana representa uma ameaça para a fêmea.

O caso foi comunicado terça-feira à Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) e ao veterinário municipal de Caminha, a quem compete decidir sobre o destino ao garrano.

No dia em que foi localizado pelos militares do Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) de Viana do Castelo, na semana passada, o animal além de ter investido contra um dos elementos da patrulha do NPA, o animal atacou um casal de jovens que se encontrava junto à capela situada no monte de Santo Antão, que não sofreu ferimentos porque "conseguiu refugiar-se no interior da viatura em que se fazia transportar".

A Lusa tentou obter uma reação da Direção-Geral da Alimentação e Veterinária do Norte, através da Secretaria de Estado da Alimentação e Investigação Agroalimentar, mas até ao momento não foi possível.

Fonte: DN