01 julho 2014

ANPC: Cerca de 3.200 ocorrências de fogo desde janeiro deste ano

O total de ocorrências de fogo desde 01 de janeiro em Portugal foi de 3.180, um número "ligeiramente inferior" aos 3.534 registados em igual período de 2013, anunciou hoje o responsável da Autoridade Nacional da proteção Civil.

José Manuel Moura considerou os primeiros seis meses deste ano "uma fase calma" a nível de incêndios, referindo que arderam 5.591 hectares contra os 4.513 hectares ardidos no mesmo período de 2013. Uma diferença que disse não ser "significativa".

O comandante operacional nacional da ANPC falava numa conferência de imprensa de balanço dos incêndios que deflagraram desde o início do ano, que engloba as fases Alfa e Bravo - esta última terminada na segunda-feira - e os meios disponíveis para a fase Charlie, que se prolonga de hoje a 30 de setembro.

Das 3.180 ocorrências de fogo registadas desde 01 de janeiro, 1.630 verificaram-se na fase Alfa (de 01 de janeiro a 14 de maio) e 1.550 na fase Bravo (de 15 de maio a 30 de junho).

No que respeita a distritos, o do Porto foi o que registou maior número de incêndios, indicou.Do total de fogos registados, perto de 1.000 ocorreram à noite, disse José Manuel Moura, acrescentando que, em termos globais, 75,30% das ocorrências foram diurnas.

Nos primeiros seis meses deste ano, 24,70% das ocorrências foram noturnas enquanto em igual período de 2013 a percentagem de ocorrências noturnas foi de 40%, disse.

O fogo "mais complicado" este ano foi o que deflagrou a 15 de junho em Aboadela, no concelho de Amarante (distrito de Porto), que mobilizou 289 operacionais, 91 veículos, cinco meios aéreos e que consumiu 840 hectares, referiu.

Quanto ao número de missões efetuadas por meios aéreos, na fase Bravo foram 328, tendo-se verificado uma taxa de sucesso de ataque inicial de 97,4%.

Relativamente à Fase Charlie, considera a mais complicada da época de fogos, o responsável da ANPC lembrou que serão mobilizados 9.697 operacionais (mais 307 elementos e mais 51 viaturas que em 2013), 2.027 veículos e 49 meios aéreos, além dos 237 postos de vigia da responsabilidade da GNR, conforme o constante no Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF).

"Hoje passamos a ter o dispositivo na sua plenitude", indicou José Manuel Moura, ao mesmo tempo que apelou "aos 10 milhões de portugueses" para manterem comportamentos que evitem o fogo "porque esta é uma luta de todos".


fonte: Noticias ao Minuto