19 junho 2014

Sérgio Cipriano: "Quando se inova à custa dos outros, tudo parece mais fácil"

Hoje em dia, cada vez mais são inumeros os sites e páginas de informação sobre, e para Bombeiros. 

Como a tecnologia disposta a nossa favor cada vez mais ajuda e facilita na criação de um site, blogue ou página, qualquer pessoa pode, e muitos criam mesmo, sites de informação sobre os Bombeiros Portugueses. 

E é aqui que se integra este excelente artigo de opinião do Sérgio, um dos fundadores do site Bombeiros.pt, e o qual tal como eu, também infelizmente já se anda a cansar deste facilitismo inovador fácil, de alguns dos criadores desses sites, cujos em vez de optarem por tentar marcar pela diferença, optam (cada vez mais) por usar das ideias e ideologias aplicadas por poucos outros, fruto esse da falta de criatividade que os mesmos padecem!...

Eu próprio, tal como o Sérgio, já debati por diversas vezes esta temática, e fui notavelmente acusado de "criar guerra de quintais", mas como o Sérgio refere e bem "Quem não se sente, não é filho de boa gente". Já inclusive em certos casos, provei por "A" mais "B" que afinal a criatividade, exclusividade e ideologia que os próprios caracterizam por "Excelência", não passa de auto-elevação e falta de criatividade que os próprios usam e abusam.
Que nem com a "ecomenda" de noticias de auto-promoção e individualismo, as pessoas (felizmente) deixam passar e começam a aperceber-se da realidade dos factos, nesses sites sensacionalistas.

E basta as pessoas fazerem uma retrospecção com verdadeira humildade, para saberem e se identificarem com aquilo aqui escrito.
Afinal, para quem segue e acompanha diariamente as noticias dos Bombeiros, nota e repara em certas coisas criadas por excelência não são nada mais que ideias que já viram aplicadas por outros sites, anteriormente.

Instagram, por exemplo, a primeira (e única) hashtag #Bombeiros, usada para todos ao fazerem o upload das imagens poderem partilhar com todos, foi criada pelo Sérgio e o Bombeiros.pt.
(E que se note aqui, que posteriormente nós criámos uma, mas a dizer respeito ao Diário de um Bombeiro, e não aos bombeiros a nível national).
O POSIT, embora um termo operacional usado por todos os Bombeiros, nestas coisas de informação foi usado pioneiramente por nós, aqui no Diário, e basta irem ao nosso arquivo, e pesquisarem a data de 2011 e verão o numero de vezes que o aplicávamos.

Estes dois pequenos exemplos são muitos e inumeros que hoje todos usam e abusam, como se iluminados e criativos fossem, dos quais o Sérgio se refere de forma muito humilde e cortês.

Como por diversas vezes já o referi "Com as calças do meu pai, eu também sou um homem. E a cumprimentar as pessoas com o chapéu dos outros, também eu"

Marco Francisco

Como tal, e subscrevendo na integra as suas palavras, passo a transcrever em baixo o seu artigo, publicado no site Bombeiros.pt:

O Portal Bombeiros.pt, um dos primeiros projetos de informação relacionados com os bombeiros em Portugal, procurou desde a sua fundação ser diferente. Procurou disponibilizar conteúdos próprios e que não podiam ser vistos em mais nenhum outro espaço existente à época. A isto chama-se inovar.

Inovar, num mundo cada vez mais competitivo a todos os níveis, pode não se revelar tarefa fácil. Porém, inovar à custa dos outros pode não só revelar-se mais fácil, como ao mesmo tempo pode transparecer a falta de originalidade e criatividade.

A equipa do Portal Bombeiros.pt, da qual tenho orgulho em fazer parte, não pode deixar de registar com agrado que a tamanha falta de originalidade e criatividade nos leva (e desculpem-me a presunção) a achar que não somos os melhores mas que somos absolutamente diferentes.

Diferentes na forma como projetamos as ideias, diferentes no respeito que temos pelos outros, diferentes na isenção da informação, diferentes porque não temos nem a coragem nem a “lata” de copiar o que os outros fazem só porque queremos ganhar uma corrida desenfreada que será ganha, certamente, por quem tem a originalidade e a criatividade para INOVAR.

Estas minhas palavras, para quem não está dentro do contexto, podem até parecer pouco humildes. No entanto, fui levado a escrevê-las e a dar-lhes esta atenção neste espaço, porque, como diz o velho ditado, “quem não sente, não é filho de boa gente!”.

Temos que ser honestos no que fazemos, porque não nos adianta entrar em moralismos e defendermos isto ou aquilo quando nos estamos a enganar a nós próprios.

Até breve,

Sérgio Cipriano