20 maio 2014

Sobre a atividade da proteção civil, o ministro lembrou que "não começa nem acaba no verão de cada ano", ainda que seja no verão que a proteção civil é sujeita a "uma mais intensa sobrecarga de trabalho". " As mudanças climáticas acentuaram os riscos de desastres naturais e a atividade humana e a concentração de populações e atividades industriais contribuem também para um aumento dos riscos a que temos que fazer face", acrescentou. Na cerimónia, o ministro lembrou o dispositivo montado no combate a incêndios para 2014, sublinhando a importância nas ações de treino, que multiplicaram por todo o país, e o reforço da capacidade de comunicações, nomeadamente na recente distribuição de mais de 12.600 terminais da rede Siresp (Gestão de Redes Digitais de Segurança e Emergência). Ao elogiar o trabalho do antigo presidente da ANPC, o tenente-general Manuel Couto, Miguel Macedo sublinhou o "general prestigiado de uma sólida formação militar" que é o tenente-general Grave Pereira, que hoje assumiu a presidência da ANPC. Além de competências no domínio do planeamento, que são importantes para esta função" e de uma formação em engenharia, "que não é despicienda para este tipo de função e responsabilidades", Miguel Macedo sublinhou ainda tratar-se de uma pessoa com "capacidade de comando e de interessar e envolver todos na missão que agora abraça". Por seu turno, o tenente-general Grave Pereira, pôs a tónica no seu discurso na necessidade de se continuar a apostar na "prevenção e sensibilização da população em geral, levando a que sejam evitados comportamentos de risco". "Comportamentos de risco que muitas vezes levam a ocorrências graves e que muitas das vezes têm por base a ignorância", disse. Uma "tarefa de fôlego" que deve começar na família, passar pela escola e envolver a sociedade em geral, no sentido de criar uma cultura de responsabilidade individual e coletiva, sublinhou. O major-general Francisco Grave Pereira desempenhava funções de subdiretor-geral da Direção-Geral de Armamento e Infraestruturas de Defesa do Ministério da Defesa Nacional, desde 01 de março de 2012. Sucede ao tenente-general Manuel Silva Couto, atual comandante-geral da GNR, que deixou a ANPC a 11 de abril último.

O distrito de Castelo Branco vai ter este ano no Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF), 699 operacionais, 149 veículos e três helicópteros informou o comandante operacional distrital do Comando de Operações de Socorro (CDOS) de Castelo Branco.

Na fase Charlie, de 01 de julho a 30 de setembro, "o dispositivo de resposta operacional que nós vamos ter inclui 699 operacionais no terreno, com 149 veículos apoiados por 145 equipas e três helicópteros sediados no distrito, um no centro de meios aéreos da Covilhã, um em Castelo Branco e outro em Proença-a-Nova", disse Rui Esteves à agência Lusa.

O comandante do CDOS sublinhou que o distrito conta com uma cobertura aérea, "com excelentes condições e que inclui três centros de meios aéreos a funcionar em pleno".

Além destes meios, Rui Esteves explicou que podem, perante uma qualquer circunstância, solicitar a utilização de um meio de coordenação da Força Aérea Portuguesa (FAP) ou recorrer a um helicóptero privado [da Afoselca] sediado em Penamacor.

O distrito conta ainda com dois aviões médios anfíbios que este ano regressam a Proença-a-Nova, onde vão ficar sediados, de forma a poder intervir de uma forma mais rápida e eficaz em qualquer teatro de operações, sempre que se justificar.

Rui Esteves referiu que um dos objetivos passa por garantir a permanente segurança das forças operacionais em todas as fases, mas em especial na fase mais crítica [fase Charlie].

Para o efeito, o Comando Nacional de Operações de Socorro (CNOS) fez um guia prático de bolso para todos os bombeiros.

"Este guia está a ser distribuído por todos os bombeiros, no sentido de perceberem e terem permanentemente a informação necessária para os cuidados e segurança de forma a que não corram nenhum risco em nenhuma circunstância", realçou o comandante do CDOS de Castelo Branco.

O fortalecimento e a cooperação entre todas as entidades é uma das prioridades de Rui Esteves que quer ver deste modo ampliada a capacidade do sistema de proteção e socorro.

"É importante envolver todos os intervenientes como temos feito e fizemos até aqui no planeamento, para que possamos agilizar a execução de modo a obter melhores resultados", adiantou.

"Falamos de um dispositivo integrado que envolve muitas entidades", explicou Rui Esteves, que realçou ainda o papel das câmaras municipais, "fundamentais para que possamos ter sucesso neste processo".

O comandante do CDOS referiu também a importância de envolver os cidadãos no processo.

"Importa também envolver o cidadão para que seja uma parte do todo e nos ajude a fazer uma prevenção mais efetiva, não tendo comportamentos de risco", adiantou.

Rui Esteves considerou que o sucesso em relação a um dispositivo de combate a incêndios florestais, "depende de cada um de nós mas também depende muito do cidadão. Todos somos muito importantes para manter Portugal sem fogos", referiu.


fonte: DNoticias.pt