09 maio 2014

Protecção Civil sem presidente à porta de nova época de incêndios

Apesar da perplexidade que vai tomando conta do sector, Ministério da Administração Interna continua sem anunciar o nome do sucessor de Mateus Couto.

A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) continua sem presidente a uma semana do arranque da fase "Bravo", a segunda mais importante da época de combate a incêndios.

O anterior responsável, o general Manuel Mateus Couto, foi nomeado comandante geral da GNR e, apesar de a notícia ser conhecida há um mês, o Ministério da Administração Interna (MAI) continua sem anunciar o nome do sucessor.

Várias fontes do sector transmitiram à Renascença um sentiimento de perplexidade pelo facto de o ministério continuar em silêncio. Alguns dos contactados manifestam a convicção de que o MAI tem alguma dificuldade em gerir o emaranhado de vontades que se gerou – sejam do PSD (do ministro da Administração Interna, Miguel Macedo), sejam do CDS (do secretário de Estado da Administração Interna, João Almeida), sejam mesmo da Liga dos Bombeiros (na pessoa do influente social-democrata Jaime Marta Soares), sem esquecer, claro, as hierarquias militares.

No meio de todas as incógnitas, que continuam a deixar a Protecção Civil sem "número um" à porta de mais uma época de incêndios, apenas um dado parece certo: o próximo presidente da ANPC vai continuar a ser um militar, não só mantendo uma tradição, como também com o objectivo de contornar as regras da função pública, que obrigariam a um concurso entre os candidatos que aparecessem.

Na lista de nomes de que se fala no meio, as apostas recaem maioritariamente num major general, uma vez mais, oriundo da GNR.


fonte: RR