29 maio 2014

Morre uma criança em cada 2,5 minutos por falta de sanitários


Em cada dois minutos e meio morre uma criança no mundo, devido aos problemas de saúde pública resultantes da falta de instalações sanitárias, denunciou hoje o subsecretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Jan Eliasson.

A falta de sanitários, por vezes, não é percebida como um problema, mas tem "um impacto terrível na saúde", acrescentou Eliasson, ao falar durante o lançamento na sede da ONU de uma campanha sanitária para que a generalização deste tipo de instalações e do seu uso. 

Na actualidade, mil milhões de pessoas, equivalentes a 15% da população mundial, são obrigadas a fazer as suas necessidades ao ar livre. 

Se esta prática fosse eliminada, as mortes por diarreia de crianças com menos de cinco anos diminuiriam 36%, realçou Eliasson.

As mortes, as doenças e a perda de produção estão calculados em 260 mil milhões de dólares (191 mil milhões de euros) por ano. 

"Por isso, agora é o momento para falar de forma aberta sobre o problema sobre a defecação ao ar livre e conseguir que este problema termine", acrescentou o responsável da ONU, ao explicar que a campanha sanitária pretende "romper o silêncio" e o "embaraço" que ainda existe sobre este assunto. 

Se bem que a defecação ao ar livre possa parecer algo sem importância, é uma questão muito importante, uma vez que a sua eliminação, através de um "projecto concreto e específico", pode fazer diminuir a mortalidade infantil e de jovens, melhorar a saúde em geral, a educação e a produtividade, insistiu Eliasson.

Um dos aspectos chave da campanha, que foi lançada hoje, é o de "romper o silêncio" que ainda existe sobre o assunto e sensibilizar os líderes comunitários e políticos "a nível local" para que conheçam o problema e fiquem conscientes das suas consequências e da necessidade de o eliminar. 

Fonte: Lusa/SOL