14 maio 2014

Fase crítica dos incêndios vai ter 278 elementos no terreno no distrito de Beja (ACT.)

O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) para o distrito de Beja já está definido.

O Plano Operacional Distrital foi apresentado esta manhã pelos Serviços da Protecção Civil. 

O dispositivo de combate, em articulação com todos os Agentes de Protecção Civil e com o dispositivo de prevenção da GNR, visa assegurar a mobilização, prontidão, empenhamento e gestão dos meios e recursos no combate aos fogos.

O dispositivo é idêntico ao do ano anterior. Quanto aos locais mais preocupantes, o Major Silva Cabrita, Comandante Operacional Distrital, identifica os concelhos de Odemira, Mértola e Almodôvar, o perímetro florestal de Cabeça Gorda e Salvada e o Parque Natural do Guadiana.

O responsável aponta ainda os incêndios de natureza agrícola como os mais comuns no distrito, que resultam muitas vezes de “descuidos e da má utilização das máquinas”.

Quando aos meios disponíveis para as fases de maior risco que agora se iniciam, o Major Silva Cabrita, diz tratar-se de “um dispositivo equilibrado e que certamente será o suficiente”.

A fase Bravo, que compreende o período de 15 de Maio a 30 de Junho, tem no terreno 49 equipas, 241 elementos e 71 veículos.

A fase Charlie, de 1 Julho a 30 de Setembro, a mais crítica em matéria de incêndios, mobiliza 57 equipas, 278 elementos, 79 veículos e 1 meio aéreo de ataque inicial.

Na fase Delta, de 1 de Outubro a 15 de Outubro, estarão no terreno 24 equipas, 172 elementos e até 56 veículos.

O distrito dispõe apenas de um meio aéreo, em Ourique. Pode beneficiar da utilização de dois helicópteros sediados no Algarve, um em Grândola e outro em Évora, mas ainda assim existem áreas que não ficam cobertas por estes meios, como é o caso de Moura, Barrancos e parte do Parque Natural do Guadiana.

Fonte: Rádio PAX