15 maio 2014

Fase Bravo arranca com mais dinheiro e meios no combate aos fogos

Ministério da Administração Interna apostou na segurança e formação dos bombeiros, depois de no ano passado terem morrido oito bombeiros no combate aos fogos.

Arranca esta quinta-feira a fase Bravo de combate aos incêndios com mais dinheiro e meios do que ano passado. Dois terços do dispositivo terrestre entram em acção, numa altura em que o novo presidente da Autoridade Nacional de Protecção Civil tenha tomado posse.

Para trás fica uma das piores épocas de incêndios dos últimos dez anos. Na comparação simples dos planos operacionais, 2014 tem à partida 85 milhões de euros disponíveis, um pouco mais do que no ano anterior. Tem também mais 250 homens e mais quatro meios aéreos. Já a estratégia mantém-se assumidamente inalterada.

O que separa a última época de incêndios daquela que começa agora é o trabalho legislativo e prático que foi feito nos últimos meses. Depois de no Verão passado terem morrido oito bombeiros, nota-se uma especial preocupação com a segurança e a formação dos operacionais.

No primeiro caso, foram melhorados os seguros de vida e invalidez, gastos mais alguns milhões de euros em equipamentos de protecção e comunicações. Foi ainda criado o Guia de Bolso para os bombeiros: 35 mil exemplares de um desdobrável de pequenas dimensões, com dez regras básicas de segurança e 18 situações que constituem perigo para os combatentes.

No âmbito da formação, introduziram-se mudanças nos programas da Escola Nacional de Bombeiros e multiplicaram-se as acções de formação, tanto na Escola como nas corporações, para os vários tipos de serviço e de destinatários.

Revelando menos cuidado na preparação da época, há algumas notas que devem ser sublinhadas.

O Ministério da Administração Interna mudou o presidente da Autoridade Nacional de Protecção Civil em cima da hora, o que significa que a época começa sem que o novo responsável tenha tomado posse.

Nesta última semana, já mesmo em cima do arranque do plano, três ministros assinaram um protocolo para envolver desempregados na limpeza de florestas. No Parlamento, só agora foram debatidas as conclusões do grupo de trabalho criado para analisar a última época.


fonte: RR