20 maio 2014

Cantanhede: Comissão Municipal atualizou Plano Operacional Municipal Contra Incêndios

A Comissão Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios do Município de Cantanhede já aprovou o Plano Operacional Municipal (POM) para 2014. A atualização do documento foi discutida no decurso de uma reunião presidida pela vice-presidente da Câmara Municipal, Helena Teodósio, tendo merecido aprovação unânime do órgão que tem a missão de coordenar as ações de prevenção e combate a incêndios florestais e promover a sua implementação no terreno.

A sessão de trabalho contou com a presença dos representantes das entidades que constituem a referida comissão, designadamente Hugo Oliveira, Comandante Operacional Municipal, Jorge Jesus, Comandante dos Bombeiros Voluntários de Cantanhede, 1.º Sargento Pedro Costa, da Guarda Nacional Republicana, Destacamento Territorial de Cantanhede, Inês Lopes, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e João Ferreira, da Autoridade Militar do Exército Regimento da Infantaria 10, de S. Jacinto, Aveiro. Além destes participaram ainda António Oliveira, da Organização Florestal Atlantis, Manuel Marques Moço, do Conselho Diretivo dos Baldios da Freguesia da Tocha, e Sara Dias, técnica responsável do Gabinete Técnico Florestal do Município de Cantanhede.

Quanto aos meios e recursos, o Plano Operacional Municipal contará com a participação de mais de 150 operacionais e 30 viaturas para as ações de vigilância, deteção, fiscalização, primeira intervenção e combate. O documento particulariza igualmente a execução dessas ações e os procedimentos operacionais que cada entidade da Comissão Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios deve adotar, individualmente e em conjunto, durante o período crítico de incêndios florestais do ano de 2014, com especial importância nas fases BRAVO, de 15 de maio a 30 de junho, e CHARLIE, de 1 de julho a 30 de setembro.

Nesse âmbito, estão contempladas quatro tipos de operações: a vigilância, que envolve os Bombeiros Voluntários de Cantanhede, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, a Guarda Nacional Republicana, Destacamento Territorial de Cantanhede e a Equipa de Sapadores Florestais da Junta de Freguesia da Tocha; a primeira intervenção, que, para além dos recursos previstos, mobiliza ainda a equipa de voluntários da freguesia da Cordinhã; o combate aos incêndios, no qual intervêm, com responsabilidade de comando das operações, os Bombeiros Voluntários de Cantanhede; e o rescaldo e vigilância pós-incêndio.

A este respeito, a vice-presidente da Câmara Municipal enalteceu «o grande empenhamento e espírito de sacrifício dos elementos das equipas que têm estado envolvidas nas ações» e manifestou a sua convicção de que «esse espírito será evidenciado mais uma vez este ano, pois sabemos bem do que as pessoas envolvidas são capazes para impedir que os incêndios afetem a segurança de pessoas e bens». Por outro lado, a autarca enfatizou «a prevenção e a vigilância como a melhor fórmula para se diminuírem as ocorrências» e sublinhou «a importância da coordenação e articulação das entidades que têm missões atribuídas neste processo, razão pela qual procedemos todos os anos à atualização dos documentos de planeamento que regulam a atuação dessas entidades no quadro da Comissão Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios».

Durante a reunião, foi unânime a opinião de que o POM é determinante para o êxito dessas operações, uma vez que dá orientações precisas sobre o modo de proceder em diferentes circunstâncias, facilitando a articulação dos meios e das entidades envolvidas na defesa da floresta contra incêndios, no sentido de dar resposta rápida e adequada a este tipo de ocorrências e assim minimizar as perturbações socioeconómicas e ambientais provocadas que daí podem resultar.

Ano após ano, o POM tem vindo a ser melhorado com o objetivo de o tornar cada vez mais operacional e eficaz, em articulação com as diversas entidades municipais de defesa da floresta contra incêndios, incluindo já a edição deste ano a informação sobre os trabalhos de gestão de combustíveis efetuados pela Equipa de Sapadores Florestais da Junta de Freguesia da Tocha e a beneficiação dos aceiros e arrifes efetuados pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas no Perímetro Florestal Dunas de Cantanhede, a informação sobre os pontos de água para abastecimento dos meios aéreos de combate a incêndios, a base de dados de maquinaria (máquinas de rasto e outras) existente no concelho e os contactos dos operadores.

Todos os intervenientes consideraram ainda que é crucial aplicar estrategicamente sistemas de gestão de combustíveis, executando ações de limpeza de vegetação e silvicultura preventiva, por forma a aumentar o nível de segurança de pessoas e bens e tornar os espaços florestais mais resilientes à ação do fogo.


GIRP