20 maio 2014

Chega de subordinação aos poderes institucionais e políticos

Chega de subordinação aos poderes institucionais e políticos

Bombeiros exigem comandamento próprio

Em Outubro, os bombeiros portugueses irão a votos para a eleição dos órgãos sociais da Liga dos Bombeiros Portugueses. 

Tal como há três anos, serão duas as listas em sufrágio: a liderada por Rebelo Marinho e a de Jaime Marta Soares.

Na minha opinião - e penso que tenho direito a ela, porque levo décadas como dirigente nos bombeiros em associações, federação e Liga e sempre tive e mantenho relação de proximidade com todos os que nos bombeiros, como dirigentes ou operacionais, tornam possível a força que, apesar de tudo, ainda temos - o próximo elenco dirigente da LBP tem, entre muitas outras ações inadiáveis, de encarar de vez e determinadamente a questão do comandamento próprio dos bombeiros a nível nacional como distrital. 

É tempo de dizer basta à subordinação dos nossos soldados da paz ao poder direto e ou sub-reptício dos elementos da estrutura da ANPC. 

É tempo de fazer alto ao controlo do poder político às associações e corpos de bombeiros, que muitas vezes o exerce com a ajuda interessada de responsáveis no setor, porque lhes convém manter aliados nas andanças das nomeações. Impõe-se ainda e neste contexto, que a LBP tenha a capacidade de obstar a toda uma panóplia de jogadas e interesses pessoais que nos últimos anos tem invadido, direta ou indiretamente, o nosso universo.

O candidato que se comprometer com iniciativas que concretizem as ideias atrás expendidas, terá todo o meu apoio e claro o de muitos que como eu pensam - e não são poucos.

Recordo aqui que há anos, num congresso da LBP, eu e o comandante António Araújo apresentámos uma proposta sobre a implementação de comandos próprios nos bombeiros. Essa proposta foi aprovada por unanimidade. 

Anos passaram. 

Foi feita alguma coisa nesse sentido? 
Senhor Marta Soares, que nos diz sobre isto?
Rebelo Marinho já veio a público dizer que, caso seja eleito, irá avançar na concretização desse objetivo. 

Do meu lado, terá, claro, total apoio, um apoio de quem defendeu e defende que os bombeiros readquiram a sua identidade, possam reclamar a sua independência perante quem só vê neles a muleta para o exercício de um poder temporal.


Tony Melo