10 maio 2014

Bombeiros: Dispositivo de combate a incêndios quer reduzir área ardida em Vila Real

O dispositivo preparado para combater os incêndios este ano, em Vila Real, tem como missão reduzir a área ardida no distrito, que rondou os 20 mil hectares em 2013, disse hoje o comandante distrital.



Álvaro Ribeiro, Comandante Operacional Distrital de Operações de Socorro (CODIS) de Vila Real, falava na apresentação do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) para o distrito.

Na época mais crítica de ocorrência de incêndios, que corresponde à fase Charlie (julho, agosto e setembro), Vila Real vai contar com 43 equipas de combate inicial, compostas por um total de 215 bombeiros, bem como nove autotanques.

Nesse período, a GNR coloca em ação 277 militares e 78 viaturas, enquanto o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) disponibiliza 27 equipas de sapadores florestais, com 135 homens.

Vila Real é um dos distritos com maior número de postos de vigia em funcionamento no verão, designadamente 26, onde trabalharão 104 pessoas. Neste território, estarão também disponíveis cinco meios aéreos durante este período.

O objetivo é, segundo Álvaro Ribeiro, fazer "o melhor possível em termos do número de ocorrências ou de ignições e também, naturalmente, a melhor prestação dos combatentes na perspetiva de baixar as áreas ardidas".

Em 2013, arderam 20 mil hectares de floresta e mato no distrito de Vila Real.O CODIS referiu que Vila Real conta com mais operacionais comparativamente com o ano passado, salientado ainda que se verificou "um rearranjo" de meios pelo território.

"Há uma concentração de autotanques em agosto por ser um mês particularmente difícil no número de ocorrências e a sua simultaneidade que nos obriga a ter meios em reforço", acrescentou.

O responsável salientou que outra grande preocupação se centra "na segurança", salientando a realização de diversas ações de formação e o manual de bolso com regras que foi disponibilizado aos operacionais.

Álvaro Ribeiro revelou ainda que uma das suas preocupações para este ano é a "vegetação exuberante", ou seja, "a grande disponibilidade de biomassa vegetal" nas florestas e matos, em resultado das elevadas precipitações que ocorreram neste inverno.

No entanto, ressalvou as dificuldades em avançar com prognósticos para a época de incêndios, porque considerou que está tudo dependente das condições meteorológicas que se verificarem neste território.

Na área da prevenção, o ICNF efetuou um protocolo com o Regimento de Engenharia de Espinho com vista à abertura de 50 quilómetros de faixas de gestão de combustíveis nas florestas dos concelhos de Vila Pouca de Aguiar, Boticas, Ribeira de Pena e Montalegre.

De acordo com Eduardo Carvalho, do ICNF, este programa com os militares arrancou em abril, esperando-se que os trabalhos estejam concluídos até ao final de junho.

Este responsável referiu ainda que, em 2013, foram realizadas diversas ações de prevenção com incidência na limpeza dos combustíveis junto aos aglomerados populacionais e que foram limpos 250 hectares, recorrendo à técnica do fogo controlado.


Fonte: Noticias ao Minuto