09 maio 2014

B. V. Sanjoanenses: 86.º Aniversário dos Bombeiros

Bombeiro sanjoanense distinguido com crachá de ouro

“Continuamos a deixar tudo para segundo plano, inclusive o que é mais precioso, como as nossas famílias, pelos outros”, recordou o comandante dos bombeiros, Normando Oliveira



As comemorações do 86.º aniversário dos bombeiros decorreram este sábado pela cidade. Entre o hastear de bandeiras, a Formatura Geral no Quartel Sede, a deposição de uma coroa de flores no Monumento do Bombeiro, a romaria aos três cemitérios, a missa pela alma dos sócios, beneméritos, diretores e bombeiros falecidos, o destaque pertenceu à receção das entidades convidadas, às condecorações em parada e à atribuição do crachá de ouro, pelas 15h30, no Quartel Operacional das Travessas.

Domingos Ferreira, presidente da Assembleia Geral da Associação Humanitária dos Bombeiros sanjoanenses, iniciou os discursos transmitindo “um rejuvenescer de esperança para os bombeiros” no combate “pela segurança e pelo bem das pessoas”. Seguidamente procederam às condecorações em parada e à atribuição do crachá de ouro da Liga dos Bombeiros Portugueses a Firmino da Silva, bombeiro de 3.ª classe, pelos 35 anos de serviço na corporação sanjoanense.

Normando Oliveira, comandante dos bombeiros sanjoanenses, afirmou: “o calor é muito e sei o que é estar desse lado”, por essa razão “um agradecimento aos bombeiros desta corporação porque este ano cumpriram a vossa missão – salvaguardar as populações”.

“Está sempre alguém pronto a atender o telefone, independentemente da hora, para dar resposta a qualquer situação”, recordou o comandante. Prova disso “é que continuamos a deixar tudo para segundo plano inclusive o que é mais precioso, como as nossas famílias, pelos outros”. Normando Oliveira agradeceu especialmente a Firmino da Silva pela dedicação aos bombeiros sanjoanenses e que este sirva de exemplo para cada um dos presentes. Apesar de “nunca ter sido fácil, conseguimos ultrapassar as adversidades” e manter “esta casa que é de todos vós”, reconheceu o comandante. Aconselhou ainda, “tenham todo o cuidado e segurança nas nossas missões” porque “quero ver-vos aqui daqui a um ano”.

Apesar das cerimónias deste ano serem “apenas a nível interno e de uma forma mais reservada, a importância e os valores são os mesmos”, assumiu Carlos Coelho, presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros sanjoanenses.

Estes 86 anos de vida são marcados por um passado com altos e baixos mas acima de tudo por um presente com olhos na construção de bases para um futuro. No que diz respeito à atribuição de um crachá de ouro “a um dos nossos elementos”, é “bom ver e sentir que quem por cá passa é reconhecido por estas entidades”, destacou Coelho. Lamentou ainda que “este serviço de excelência disponível 24 horas por dia, durante todo o ano, apenas seja valorizado quando os portugueses sentem a sua falta”.

O presidente da associação lançou à autarquia o desafio de “criar condições atrativas para que os jovens sejam voluntários nos bombeiros”. Além disso, a instituição “precisa de mais apoios autárquicos”, caso contrário “vislumbram-se nuvens negras que põem em causa os seus serviços”, alertou Carlos Coelho. Todavia, reconheceu e agradeceu “o apoio financeiro e não só” da câmara no ano transato. Nesse sentido, “os bombeiros confiam na sensibilidade política e esperam que não os desiludam”, revelou Coelho.

Estarem “permanentemente disponíveis para ajudar não tem preço”

O comandante José Requeijo, representante da Liga dos Bombeiros Portugueses, disse: “o município sanjoanense pode estar descansado porque tem um agente de proteção civil estruturado, formado e capaz de cumprir com as suas obrigações”.

Na atribuição do crachá de ouro com Castro Almeida, secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, e Normando Oliveira, destacou que Firmino da Silva “é um grande bombeiro e um grande homem porque abdica de tudo em prol dos outros”. Assim sendo, este crachá é o reconhecimento do seu mérito, da sua família e amigos.

Por sua vez, o presidente da câmara, Ricardo Figueiredo, reconheceu que “a cidade tem um grande orgulho” nesta instituição “pela forma altruísta e abnegada à causa humanitária”. Não só aproveitou para homenagear os bombeiros, mas também a direção “pela forma como tem colaborado com a câmara neste ano de restrição financeira”. Apesar da “redução de 10% no orçamento, menos dois milhões de euros, a câmara mantém o apoio aos bombeiros e não podia ser de outra forma”, frisou Figueiredo.

Para o presidente, esta “é uma escola de formação de homens e mulheres para a vida, com bons princípios e dedicação aos outros”.

Castro Almeida manifestou “um sentimento de gratidão, admiração e reconhecimento pelo vosso esforço, boa cooperação e serviço de excelência em S. João da Madeira”.

O facto de estarem “permanentemente disponíveis para ajudar não tem preço mas apenas posso dar o meu reconhecimento pelo vosso trabalho” na corporação que “têm o orgulho e honra de integrarem” porque “vós sois o seu futuro”, rematou o secretário de Estado.


fonte: Jornal Labor