11 maio 2014

Autarca de Monção diz que demissão nos Bombeiros não põe em causa o socorro

O presidente da Câmara de Monção disse, hoje, que a demissão da direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários, a semana passada, não põe em causa o socorro às populações do concelho.

"É isso que me preocupa mas garantiram-se que não está em causa o socorro às populações. Inclusive o Comandante Operacional Distrital de Operações de Socorro (CODIS) de Viana do Castelo tranquilizou-se de que a demissão não vai descambar para situações anómalas até porque se aproxima o período quente de verão", explicou à Lusa o socialista Augusto Domingues.

A direção demitiu-se, em bloco, a semana passada alegando um diferendo com o comando da corporação, confirmou, na ocasião, à Lusa o presidente demissionário daquela instituição.

Augusto Domingues, o responsável máximo da proteção civil municipal, adiantou que está marcada para o próximo dia 17 uma Assembleia-Geral para "formar uma comissão interina para gerir a corporação até à realização de eleições, a marcar nessa reunião.

"Até lá a direção cessante permanece em funções", sustentou A estratégia foi definida, explicou, numa reunião esta semana, que sentou à mesma mesa o município, a direção demissionária e o comandante do CODIS.

O autarca socialista escusou-se a adiantar muitos pormenores sobre as razões que motivaram a tomada de posição da direção da Associação Humanitária." 

Há confusões e vicissitudes várias. Não queria beliscar a autonomia dos bombeiros. Tem havido a vontade que seja eu mediar o conflito. Fiz o possível, mas não consegui. Agora, são os sócios que têm que decidir", acrescentou o autarca que também é sócio dos Bombeiros.

A direção agora demissionária foi eleita em junho de 2012 após quatro tentativas falhadas por falta de listas candidatas, devido às dificuldades financeiras que a corporação atravessa.

A esse ato eleitoral concorreu uma única lista, liderada por Jorge Almeida, e participaram na votação cerca de 50 associados. 

Só a divida a fornecedores da corporação ascendia, no início do 2012, a mais de 280 mil euros, mas foi entretanto reduzida em 100 mil euros.


ABYC (PVJ) // JGJLusa/Fim