06 abril 2014

Vítimas de sismo incendeiam barricadas e cortam trânsito

Dezenas de pessoas protestaram na sexta-feira, na cidade de Iquique, a 1.800 quilómetros de Santiago, contra a falta de ajuda depois do terramoto de terça-feira.

Os manifestantes atearam fogo a barricadas numa avenida e interromperam o trânsito em algumas ruas da capital da região de Tarapcá, uma das mais afetadas pelo sismo, que causou seis mortos e graves danos materiais no extremo norte do Chile, assim como sérios destroços nas regiões de Antofagasta e Arica Parinacota.

O protesto, segundo o diário digital Emol, começou às 19:00 (23:00 em Lisboa) quando um grupo de vítimas pediu às autoridades a entrega de mantas e agasalhos, entre outros, para fazer frente às consequências da catástrofe.

A Presidente da República, Michelle Bachelet, deu instruções aos ministros do Interior, Rodigo Peñailillo, e da Defesa, Jaime Birgos, para viajarem até Iquique e acelararem a segunda fase do plano de ajuda, centrada nas localidades afetadas da costa.

No dia 01 de abril, Michelle Bachelet assinou um decreto que declarava zonas de catástrofe as regiões afetadas pelo sismo e colocava sob controlo militar a manutenção da segurança e ordem pública, com o objetivo de evitar saques e tumultos.

Depois do terramoto de 8,2 de terça-feira, foram registados mais de 264 abalos no norte do Chile, dos quais cerca de 30 sentidos pela população.

Nas regiões de Arica, Parinacota e Tarapacá milhares de pessoas ficaram sem eletricidade ou água potável nas casas.

O terramoto de terça-feira fez seis mortos e forçou a retirada de aproximadamente um milhão de pessoas.

Na noite de quarta-feira, uma réplica de 7,6 na escala de Richter, ocorrida a 20 quilómetros a sul da cidade de Iquique, obrigou à evacuação da zona costeira.

Fonte: DN