25 abril 2014

Miguel Pacheco quer continuar como comandante dos Bombeiros até à tomada de posse da nova direcção


O comandante dos Bombeiros Voluntários de Lousada irá manter-se no cargo até que uma nova direcção da Associação Humanitária tome posse. A garantia foi dada pelo próprio Miguel Pacheco que, em declarações ao VERDADEIRO OLHAR, assumiu que, contrariamente ao que os bombeiros alegam, o socorro à população não está em causa devido à suspensão de funções de dezenas de voluntários.
Entretanto, a Mesa da Assembleia aceitou o pedido de demissão da direcção e deu início a um processo eleitoral que se deve alongar pelos próximos três meses.
Para o comandante, socorro não está em causa

Contestado numa carta assinada por 58 bombeiros, Miguel Pacheco anuncia que não se demite. "Irei manter-me no cargo até que a nova direcção tome posse. Depois colocarei o lugar à disposição", afirmou ao VERDADEIRO OLHAR.

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Lousada afirma que está na corporação "para ajudar" e garante que "se soubesse que estava a prejudicar os Bombeiros sairia imediatamente".

Miguel Pacheco confirma que o conflito com os voluntários começou com a proposta de nomeação para dois adjuntos de comando que não mereceu a concordância de "dez a 20 elementos" do corpo activo, mas contrariamente ao que tem sido veiculado defende que o "socorro não está em causa".

Ideia diferente têm os voluntários. Através de Rosa Sousa, os bombeiros voltam a salientar as críticas que o VERDADEIRO OLHAR publicou na semana passada. Entre elas está a tal proposta de nomeação de dois adjuntos que não merecem a sua confiança. Rosa Sousa acrescenta que Miguel Pacheco tem sido, de igual modo, um "comandante ausente" desde que assumiu o cargo em Dezembro de 2012.

Assim sendo, Rosa Sousa defende que Miguel Pacheco não tem condições para continuar como comandante, sobretudo depois de cerca de 30 dos 58 bombeiros que assinaram a carta de contestação já terem solicitado a passagem ao quadro de inactividade. "O comandante não tem condições para continuar quando tem 58 homens e mulheres que não o querem", refere.

O presidente da Assembleia-Geral partilha da mesma opinião. "Não me parece que haja forma de resolver o problema sem ser com a demissão do comandante", sustenta José Santalha.

Santalha confirma ainda que a Mesa da Assembleia-Geral aceitou o pedido de demissão da direcção, que sempre se mostrou dividida entre o apoio ou a demissão de Miguel Pacheco.

Fonte: Verdadeiro Olhar