30 abril 2014

Incêndio em fábrica de explosivos de Aljustrel

Um incêndio que não causou danos pessoais deflagrou esta quarta-feira de manhã num armazém da Orica Mining Services Portugal, antiga Sociedade de Explosivos Civis, localizado no interior do complexo mas algo distante da fábrica de explosivos da empresa, situada no Bairro de Vale D"Oca, em Aljustrel.

O alerta foi dado cerca das 8.26 horas e as causas do incêndio ainda não são conhecidas. Segundo conseguiu apurar o JN, a queima de restos/desperdícios de material utilizado na fabricação dos explosivos pode ter estado na origem do mesmo.

A fábrica labora em contínuo e terão sido os próprios trabalhadores a dar o alerta aos Bombeiros de Aljustrel (BVA), que se deslocaram para o local. A empresa acionou o Plano de Emergência Interno, testado em Maio do ano passado num exercício que "deu a conhecer e a familiarizar" os operacionais dos BVA com as instalações e os materiais existentes no seu interior.

Segundo fonte da GNR, o incêndio deflagrou numa zona "confinada" onde "não havia" a possibilidade de ocorrer qualquer explosão. A mesma fonte disse ao JN que o muito fumo que saia do local "causou grande alarme social", mas a situação esteve "sempre controlada".

Só cerca das 11 horas é que os trabalhadores que entraram no turno da manhã puderam entrar na fábrica depois do incêndio ter sido dado como "controlado".

O JN contactou a Orica em Aljustrel, mas o diretor da unidade, Paulo Barbas, estava "indisponível" para prestar qualquer esclarecimento.

No local estiveram os 15 operacionais e cinco viaturas das corporações de Aljustrel e Ferreira do Alentejo, a GNR e a Proteção Civil Municipal.

A ORICA em Portugal

O grupo australiano Orica adquiriu em Janeiro de 2011 à CUF, do grupo José Mello, a antiga Sociedade de Explosivos Civis, num negócio que fonte do grupo luso considerou capaz de "trazer grandes vantagens para as duas partes e os colaboradores" uma vez que foram garantidos todos os postos de trabalho.

A SEC nasceu em 1993, detendo a CUF 65% do capital, com o restante das mãos do grupo norte-americano Austin Powder, sendo que a Orica passou a deter a totalidade do capital da empresa de explosivos civis, utilizados nas minas.

Fonte: JN