05 abril 2014

Bombeiros de Aveiro mais Protegidos no Combate a Fogos Florestais

Os bombeiros da Região de Aveiro vão receber equipamento individual específico para combater fogos florestais, com maior resistência ao fogo, num investimento de 250 mil euros, para proteger os voluntários das 13 corporações.

O protocolo de cedência do equipamento foi hoje assinado pela Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA), que apresentou a candidatura a financiamento comunitário, e representantes dos 11 municípios que a integram e das respetivas corporações de bombeiros.

A proteção individual dos bombeiros tem sido questionada, em especial depois de alguns terem sido vítimas no combate aos incêndios do último verão e, segundo o comandante dos Voluntários de Vagos, Miguel Sá, os equipamentos agora atribuídos são uma grande melhoria, já que obedecem à norma" de combate a incêndios florestais.

"Nunca tivemos este tipo de equipamento nos corpos de bombeiros e há que haver agora uma adaptação porque, embora parecido com o equipamento de algodão, é específico para o combate a fogos florestais", disse.

Segundo Miguel Sá, "em termos de resistência ao fogo tem os seus limites, mas tem uma resistência muito maior e o bombeiro vai muito mais protegido para o incêndio", representando uma considerável melhoria operacional.

O comandante dos Bombeiros de Vagos, uma das corporações beneficiadas, apenas lamenta que seja atribuído apenas um equipamento por cada homem e não proteger o bombeiro quanto às elevadas temperaturas.

"Deveria ter outro tipo de proteção no forro, porque a temperatura em contacto com a pele vai criar constrangimentos", observou.

Ribau Esteves, presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA), a entrega dos novos equipamentos aos bombeiros é mais "um ato de estratégia de eficiência coletiva, em que os municípios e as corporações somam capacidades institucionais".

O presidente da CIRA realçou que "foi uma oportunidade que a Comunidade Intermunicipal soube aproveitar, no âmbito do Programa Operacional de Valorização do Território (POVT), para aumentar a capacidade e qualidade do equipamento" das corporações de bombeiros.

"Neste caso específico são equipamentos de proteção individual para a área do combate a incêndios florestais, em resultado de um levantamento que envolveu o comandante operacional do nosso comandante operacional distrital de operações de socorro (CODIS) e as corporações dos onze municípios.

Desenhámos uma candidatura que tem um investimento total de 230 mil euros, com um financiamento de 85% a fundo perdido do POVT e, na contrapartida nacional, 7,5% da Autoridade Nacional de Proteção Civil e 7,5% assumido pela CIRA. O concurso foi nacional e aproveitou quem se candidatou", esclareceu.


fonte: Lusa