08 abril 2014

ARS Justifica Ausência de VMER de Évora com Doença de Médico

O presidente da ARS do Alentejo explicou que o clínico «teve uma situação de doença aguda». Já o presidente da Associação de Medicina de Emergência diz que a doença de um médico não pode justificar a falta de assistência.

O presidente da ARS do Alentejo justificou a falta da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) de Évora num acidente no domingo à noite perto de Reguengos de Monsaraz, que provocou dois mortos, com a ausência de pessoal médico.

Em declarações à TSF, José Robalo explicou que o clínico «que iria entrar de serviço teve uma situação de doença aguda que não permitiu que pudesse cumprir o seu serviço».

José Robalo adiantou ainda que «não foi possível arranjar substituto para esse médico» e que não foram acionados outros meios porque chegariam mais tarde ao local.

Em comunicado, os serviços regionais do Ministério da Saúde asseguram que o «socorro foi efetivamente prestado» e que, apesar da ausência da VMER, «foram enviadas para o local ambulâncias dos bombeiros».

Após a receção do pedido de socorro às 21:25 de domingo, «foi efetuada a triagem da situação por parte da operadora, com os dados disponíveis, tendo resultado o acionamento das ambulâncias» dos bombeiros de Reguengos de Monsaraz.

«Às 22:08», acrescenta o comunicado da ARS, o CDOS de Évora «informou o CODU do INEM de que haveria necessidade de apoio diferenciado no local da ocorrência».

Contudo, refere a ARS, «o CODU havia recebido uma chamada da VMER de Évora às 20:36, dando conta da sua inoperacionalidade a partir desse momento, por motivos de doença de um profissional escalado, não tendo sido possível a sua substituição».

Atendendo a que a ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) de Estremoz se encontrava a 45 minutos do local, «foi recomendado que os bombeiros se dirigissem para o hospital, que estava a 30 minutos do local».

«O acionamento de qualquer outro meio diferenciado para o local (fossem as VMER de Portalegre ou de Beja ou o helicóptero do INEM de Beja ou Loures) faria com que qualquer um desses meios chegasse ao local em tempo claramente superior ao do transporte das vítimas ao hospital de Évora», acrescenta a nota.

Ainda de acordo com esta ARS, «pesar da inoperacionalidade da VMER do hospital de Évora, foram enviadas para o local ambulâncias dos Bombeiros Voluntários de Reguengos imediatamente após a triagem inicial efetuada».

A ARS, que confirmou que a VMER de Évora ficou operacional às 8:00 desta segunda-feira, adiantou ainda que a operacionalidade desta VMER «tem estado, desde o início do ano, assegurada acima dos 90 por cento».

Vítor Almeida diz que a doença de um médico não pode justificar a falta de assistência prestada pela viatura de emergência.


fonte: TSF