28 março 2014

Ultima Hora: Ambulâncias estão retidas em Abrantes

Felizmente não houve lugar a qualquer situação mais trágica, mas nesta sexta-feira o concelho de Tomar foi palco para duas ocorrências que poderiam ter contornos mais graves. Um homem sofreu um problema cardíaco junto à Rua dos Arcos, onde estão estacionados os táxis, e foi socorrido na altura por alguns dos transeuntes, sendo que foi solicitada ajuda ao serviço de emergência nacional.

No entanto, em Tomar, naquela altura, não havia registo para uma ambulância sequer que estivesse disponível já que todos os veículos estão retidos no hospital de Abrantes após transportarem, para aquela unidade, doentes em situação urgente. O problema cardíaco que afectou o referido cidadão permitiu-lhe, felizmente, aguardar pelo socorro que chegou do Entroncamento. 

Por volta das 14 horas, houve lugar a outro acidente na cidade, entre um ligeiro e um motociclo, de onde resultou um ferido ligeiro e, também aqui, foi necessária a intervenção de um veículo que chegou de Ferreira do Zêzere. A população está, assim, entregue ao seu destino perante esta situação que poderá repetir-se a qualquer momento. 

Aliás, o próprio Comandante Manuel Mendes, dos Bombeiros de Tomar, já tinha alertado, há vários meses, para a possibilidade de se concretizar um cenário deste género. Já houve lugar a um esclarecimento da presidente da Câmara Municipal. 

Em primeira-mão, para a Hertz, Anabela Freitas confirmou a retenção de todas as ambulâncias em Abrantes, justificando esta situação pela falta de macas daquele hospital. A autarca deixou claro que a centralização da urgência num só hospital resulte nestas situações... que podem resultar em tragédia: 

«Foi mais um acidente que ocorreu em Tomar e que só demonstra que o facto de a urgência médico-cirúrgica estar centralizada numa única unidade hospitalar provoca prejuízos na população. Todas as nossas ambulâncias, com excepção de uma, estão retidas na urgência de Abrantes por transporte de doentes urgentes... Depois, tivemos um incêndio na Junceira onde uma munícipe sofreu queimaduras e tivemos que deslocar o veículo que restava para lhe prestar socorro. Depois, um outro munícipe teve um problema cardíaco em plena via pública e teve que ser socorrido por uma ambulância do Entroncamento. Por muito que aumentemos a capacidade de socorro através da aquisição de ambulâncias, o problema é que as urgências estão completamente entupidas na Unidade de Abrantes. É óbvio que gostaríamos de aumentar a nossa capacidade operacional... Convém dizer que quando as nossas ambulâncias seguiram para Abrantes tinham como propósito transportar os doentes e regressarem a Tomar mas a verdade é que as urgências de Abrantes estão sem macas e, por isso, os serviços estão a utilizar essas macas e as ambulâncias não podem regressar sem as mesmas. E daí termos as ambulâncias retidas».


fonte: Rádio Hertz