27 março 2014

Renovação do parque automóvel continua aposta dos Bombeiros

Teve lugar na última sexta-feira, a Assembleia-geral da Real Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vizela (RAHBVV) que serviu para a aprovação, por unanimidade, do Relatório de Contas de 2013. O resultado líquido do exercício é de 1.312,91 euros.

No entanto, em meios libertos está uma verba na ordem dos 179.850,19 euros, cujo destino já está traçado. Será direcionada para alguns investimentos a levar a efeito ainda este ano e que estão elencados no Plano e Orçamento de 2014. “Em primeiro lugar, estaremos a falar de uma viatura de primeira intervenção, sendo que não estamos preocupados que ela seja inaugurada no aniversário [em maio]”, garantiu João Ilídio Costa, presidente da Direção da RAHBVV. Mas os investimentos em 2014 não ficarão por aqui, como acrescentou o dirigente: “Há ainda duas viaturas que sofrerão uma transformação total, os fatos nomex que serão adquiridos em breve e depois teremos uma série de alterações estruturais previstas para acontecer no edifício, fundamentalmente na sala de convívio, num depósito para arrumação e em espaços ligados ao Museu de Viaturas”.

Peditórios em 2013 com quebra de 2,7%

Tendo em consideração o resultado líquido e os meios libertos retidos, é possível dizer que a autonomia financeira da RAHBVV era no final de 2013 de 93%. Apesar do ano anterior ter sido de constrangimentos financeiros, o presidente da RAHBVV considera que os últimos três trimestres já deram sinais positivos, apesar de se ter registado uma quebra nos peditórios na ordem dos 2,7 %. Nas 12 freguesias abrangidas pela RAHBVV foi possível angariar 35.381,72 euros e os peditórios continuam a ser fundamentais até porque, no entender de Ilídio Costa, os organismos públicos não assumem aquele que deveria ser o seu papel na área da Proteção Civil, “continuando as associações de bombeiros a fazer um grande favor ao Governo e às autarquias”. “Era bom que as entidades públicas olhassem para os bombeiros de forma distinta”, afirmou ainda o responsável.

Diminuição de compromissos com a banca permite redução do passivo

As atenções da Direção da RAHBVV permanecem centradas na redução do passivo que, no final de 2013, ficou fixado em 259.505,41 euros, um valor que tenderá a descer face à atual política de redução de custos e à diminuição dos compromissos com a banca. Está em fase final de regularização um empréstimo no valor de 236.250 euros que está coberto por comparticipações trimestrais da Câmara Municipal de Vizela, e que teve por objetivo a requalificação do prédio localizado na Rua Dr. Abílio Torres.

Em análise ao Relatório de Contas de 2013, foram elencados os investimentos do ano anterior. No que respeita a viaturas de socorro e assistência a doentes foram requalificados quatro automóveis, o que representou um investimento aproximado de 24.000 euros, sendo que para este ano está prevista a revitalização de mais quatro.

Quando se fala em recursos humanos, em 2013, a associação manteve 19 assalariados, o que representa 17% do total de bombeiros do quadro ativo, 12,5% do total dos bombeiros mais quadro de reserva e 9% do total dos bombeiros da associação. “Nesta altura, estão 42 bombeiros no quadro de reserva, porque o grau de exigência que nos é imposto é muito elevado, no que toca a horas de serviço e formação, às quais, nem todos conseguem dar resposta”, explicou o presidente. Garantiu ainda João Ilídio Costa, na última sexta-feira, que no ano anterior, a RAHBVV reforçou a aposta na qualificação dos recursos humanos da associação com 73 horas de formação.

Constrangimentos levaram a redução no serviço de transporte

Já comparativamente aos anos anteriores, registou-se em 2013 um decréscimo nas prestações de serviços, perfazendo um total de 13.918. O abaixamento maior verificou-se no transporte de doentes com credencial. De acordo com o presidente da associação, esta situação não pode ser dissociada dos “constrangimentos impostos aos doentes e que acabaram por limitar o acesso ao serviço de transporte”. No entanto, João Ilídio Costa assegurou que quem provar insuficiência financeira junto da RAHBVV não terá de pagar pelo serviço. A esta situação também se deveu um aumento dos associados, de 3,1% face a 2012, uma vez que estes dispõem de condições especiais (pagam apenas 50%). Embora tenha aumentado o número de associados, diminuiu a receita proveniente das quotas, que em 2013 totalizou os 46.937 euros. Isto porque houve sócios que por desistência ou falecimento fizeram a diferença pelo valor, nem sempre fixo, que atribuíam à associação.

Relativamente aos custos registados em 2013, há a referenciar, principalmente, aumentos na eletricidade (11.816, 30 euros) combustíveis (63.916,85 euros) e comunicações (14.935 euros). A primeira situação será alterada garantiu a associação, com implementação de nova estratégia e a última deveu-se à disponibilização de novos meios à corporação de forma a garantir uma melhor comunicação.

Por sua vez, os proveitos aumentaram nos serviços de assistência e transporte (134.457,75 euros), nos subsídios da Associação Nacional de Proteção Civil/INEM (200.241, 01 euros) e nos subsídios da Câmara de Vizela (52.825 euros) e de Guimarães (10.000 euros). A descer estiverem os donativos (61.562,17 euros), os peditórios (34.981,19 euros), a tômbola (8.148,90 euros), as quotas dos sócios (46.937 euros), os rendimentos de imóveis (60.053,68 euros) e o aluguer do gimnodesportivo/sauna (15.562,17 euros).

Após aprovado o Relatório de Contas, que valeu ainda um voto de louvor apresentado à Direção pelo seu desempenho, um dos associados presentes quis saber se a Casa do Benfica está em dívida com a RAHBVV. Respondeu Ilídio Costa que foi solicitada uma redução da renda, disponibilizando como contrapartida parte do edifício, o rés-do-chão que a associação poderá tentar rentabilizar de outra forma. O presidente garantiu que nesta altura existe uma situação de acordo tácito.


fonte: Rádio Vizela