13 março 2014

Proteção civil em Coimbra custa mais de três milhões de euros por ano à Câmara

A proteção civil em Coimbra representa "custos diretos superiores a três milhões de euros por ano", que são "suportados apenas pelo município", disse, esta quinta-feira, o presidente da Câmara daquela cidade, Manuel Machado.

A despesa resulta, designadamente, do facto de a Companhia de Sapadores Bombeiros (CSB) de Coimbra ser "a única unidade apetrechada e preparada para enfrentar determinado tipo de sinistros com produtos tóxicos" na "vasta área geográfica" que se estende genericamente entre "a margem norte do Tejo e o vale do Vouga", explicou o autarca.

"Apesar de prestar tão importante serviço" numa "área que vai muito para além do município", os custos da CSB são suportados apenas pelos cidadãos de Coimbra e sem qualquer contrapartida por parte da administração central, salientou Manuel Machado, que falava aos jornalistas, hoje, à margem da sessão comemorativa dos 233 anos da corporação e de tomada de posse do seu novo comandante.

É também nesta perspetiva que a Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra (que agrega 19 concelhos) se "está a preparar para intervir" de "forma coordenada" na área da proteção civil, recordou.

"Os bombeiros ficaram órfãos com a extinção dos governos civis" e, além disso, "a proteção civil não deve ser confinada apenas a um território municipal", deve "ter uma área mais vasta", sustentou Manuel Machado, que liderou a CIM de Coimbra entre o início de novembro de 2013 e 04 de março deste ano.

Manuel Machado abandonou aquele lugar na sequência da sua eleição como presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), tendo sido substituído na liderança da CIM de Coimbra pelo presidente da Câmara da Figueira da Foz, João Ataíde, igualmente eleito pelo PS.

O novo comandante da CSB de Coimbra, Paulo Palrilha, anunciou, por seu lado, a intenção de "reforçar a componente formativa" dos "bombeiros e colaboradores" da companhia.

Nesse sentido, vai propor à Escola Nacional de Bombeiros "a criação de um polo de formação na CBS [de Coimbra], considerando os seus excecionais recursos humanos e infraestruturas para a formação, algumas destas únicas no país", sustentou Paulo Palrilha.

A promoção de atividades de "formação cívica e de sensibilização junto dos estabelecimentos escolares" é outra das preocupações do novo responsável pela CBS de Coimbra, na qual projeta criar "uma casa escola para este efeito".

Paulo Palrinha, que sucede a António Rosa no comando da CSB, preconiza também, entre outras medidas, o reforço da parceria da companhia com o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), no sentido de ela se assumir como "um parceiro fundamental na emergência pré-hospitalar, visando a segurança dos cidadãos do concelho" de Coimbra.


fonte: JN