14 março 2014

Assembleia Geral dos Bombeiros de Ermesinde exaltada

Relatório e contas de 2013 aprovado com 74 abstenções e 39 votos a favor


O relatório e contas de 2013 da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ermesinde foi aprovado, segunda-feira à noite, em Assembleia Geral, com 74 abstenções e 39 votos a favor, numa sessão que ficou marcada pela elevada afluência de sócios à reunião e pelas divergências entre os membros da actual direcção e dos que integram a lista vencedora nas eleições de Dezembro mas que ainda não tomaram posse.

Continua a decorrer, em tribunal, um processo de impugnação do acto eleitoral interposto pela actual direcção dos Bombeiros Voluntários de Ermesinde.

Tal como o acto eleitoral do passado dia 14 de Dezembro, também esta Assembleia Geral foi bastante concorrida, não havendo memória de sessões com a presença de tantos sócios como a da última segunda-feira. Em cima da mesa para discussão estava o relatório e contas de 2013 e a análise do recurso de três decisões da direcção quanto à suspensão por seis meses de dois sócios e a não-aceitação de um novo associado. O facto de não haver ainda uma decisão do Tribunal Administrativo de Penafiel e do Tribunal de Valongo sobre o pedido de impugnação do acto eleitoral de 14 de Dezembro, facto que impediu a tomada de posse da lista vencedora, fazia prever uma grande afluência de sócios, alguma tensão e ânimos exaltados.

Artur Carneiro, presidente da direcção dos Bombeiros Voluntários de Ermesinde, explicou aos presentes que o relatório e contas de 2013, apesar do período de austeridade que atravessamos, revela "a boa saúde financeira" da instituição que "hoje tem disponibilidade de caixa na ordem dos 106.909 euros" e uma dívida, a 30 dias, a fornecedores de 1050 euros, não havendo dívidas à Segurança Social e tendo os salários em dia.

Presidente eleito acusa actual direcção de ignorar o resultado das eleições

Jorge Videira, presidente eleito em Dezembro, aproveitou para questionar partes do relatório, salientando a direcção que deveria estar em gestão corrente procedeu a pagamentos de dívidas a fornecedores e admitiu mais duas pessoas para a corporação. Jorge Videira acordou que as suas dúvidas fossem esclarecidas posteriormente pelo tesoureiro da direcção para acelerar os trabalhos da assembleia geral e evitar a troca de acusações que se verificou no decorrer dos trabalhos e até levou a que o antigo comandante Casimiro Gonçalves apresentasse uma proposta de suspensão da reunião para que o presidente da Assembleia Geral, Queijo Barbosa, tentasse um consenso entre Artur Carneiro e Jorge Videira. 

A proposta foi recusada pela maioria dos sócios e a votação acabou por acontecer. Jorge Videira absteve-se para "não prejudicar os bombeiros", assim como 73 outros associados. Os três recursos em análise foram também aprovados, anulando todas as decisões de suspensão de dois associados e a não-aceitação de um novo associado. 


fonte: Verdadeiro Olhar