27 fevereiro 2014

Treino dos bombeiros é “insuficiente”

Durante a audição de ontem, o ministro deixou bem claro que o treino que actualmente é ministrado aos bombeiros é insuficiente. “Estamos muito longe de ter as condições adequadas, enquanto país. Isto para não dizer mais. Na parte do treino temos um mundo todo para fazer e isso não pode deixar de ter consequências no terreno. Não investimos nisto como país nas últimas décadas como devíamos.”

Neste ponto, por isso, Macedo salientou o processo de “reconfiguração” da formação na Escola Nacional de Bombeiros e defendeu a aproximação física da formação que é dada às corporações de bombeiros. “Temos 22 delegações [da escola] que estão subaproveitadas. Temos de levar a escola para junto dos bombeiros”, disse. Esta é uma antiga reivindicação dos bombeiros, que se queixam da excessiva centralização de cursos em Lisboa.

Quanto ao financiamento das corporações de bombeiros, Macedo salientou a necessidade de mudar o paradigma actual, insistindo, por exemplo, na critica às concessionárias de auto-estradas, responsáveis pelo pagamento do socorro nas suas vias, que “pagam pouco aos bombeiros”.

O ministro alertou ainda para a necessidade do “reforço dos mecanismos de fiscalização dos dinheiros públicos” nas corporações de bombeiros. “Em alguns casos”, disse, “houve má gestão ou mesmo crime”.

Quanto à passagem da rede de postos de vigia para as autarquias, Miguel Macedo adiantou que a GNR ainda vai assumir essa responsabilidade este ano.

“Uma fórmula para esta matéria passaria pela contratualização com os municípios”, disse Miguel Macedo, adiantando que o investimento passa por “meios alternativos de vigilância”. Para tal, e do ponto de vista tecnológico, a GNR esta a estudar um conjunto de mecanismos nesta área, salientou.

Os 231 postos de vigia da GNR funcionam durante o verão e, nesses meses, costumam dar emprego a perto de mil pessoas. Contactado pelo PÚBLICO, o presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Manuel Machado, reagiu, garantindo: “O Governo não apresentou qualquer proposta à ANMP sobre esta matéria.”


fonte: Público