09 fevereiro 2014

Criança de oito anos salva família de incêndio

casevelincendioFoi o pequeno Luís, de apenas oito anos, quem acordou pelas 4h30 da manhã a tempo de dar o alerta para o fogo que começou num dos quartos da casa da família, em Casével, concelho de Santarém, na madrugada de sexta-feira, 7 de fevereiro.

O fumo negro que saía pela porta semiaberta já era tanto que os pais só tiveram tempo de agarrar nos dois irmãos mais novos, com cinco e dois anos, e sair para a rua, à espera do socorro.

Foram "momentos de grande aflição", confessou à Rede Regional o pai, Pedro Oliveira, explicando que nessa noite, por mero acaso, "os dois irmãos mais velhos tinham adormecido no quarto da irmã bebé".

"O Luís acordou para ir à casa de banho, sentiu que estava muito calor a sair do quarto dele e veio-nos chamar. Se não fosse ele, não sei o que teria acontecido", afirma o homem, que, com a ajuda da esposa Zélia, ainda tentou pegar em baldes de água para apagar as chamas, mas sem nada poder fazer.

Quando os bombeiros de Pernes chegaram ao local, os cinco elementos estavam dentro da carrinha, onde as crianças, no banco de trás, se protegiam do frio embrulhadas num cobertor que a mãe conseguiu trazer.

O incêndio e a água usada para combater o fogo deixaram a casa sem condições de habitabilidade, o que obrigou ao realojamento numa casa que a Câmara Municipal de Santarém tinha disponível na aldeia vizinha de Vaqueiros.

"Diz-se às vezes que as instituições não funcionam, mas não foi este o caso. Tanto a Câmara, como a Junta e a Santa Casa da Misericórdia de Pernes encontraram uma solução para esta família quase de imediato", afirmou Carlos Trigo, o presidente da União de Freguesia de Casével e Vaqueiros, acrescentando que a Junta lançou também uma campanha de solidariedade junto da população para angariar roupas, mobiliário e eletrodomésticos.

"As pessoas responderam muito bem e temos que lhes agradecer por isso. Neste momento, já temos roupa tanto para os adultos como para as crianças e garantimos a alimentação. Estamos com mais dificuldade a nível do mobiliário, mas esperamos que apareça alguém que possa o oferecer", acrescentou o autarca.

Segundo Carlos Trigo, a família vai ficar alojada temporariamente em Vaqueiros durante o tempo que for necessário, mas o objetivo é dotar a sua habitação das condições de habitabilidade para que possam regressar a casa o mais rápido possível e retomar o seu dia-a-dia.



fonte: Rede Regional