01 fevereiro 2014

B.V.Cruz de Malta: Direito de Resposta do Presidente

Não se esconde que durante muitos anos esta Instituição tenha sido "assaltada" por um conjunto de elementos que se aproveitaram dela, corria a fama de que se aproveitavam para tirar partido de benefícios pessoais.

Foi exatamente por isso, e na sequência da anterior notícia do Jornal "I" (pode ler Aqui), que me dirigi á Direção de então e apresentei como Cavaleiro da Ordem de Malta que estaria disponível para tudo fazer para recuperar a Bombeiros Voluntários Cruz de Malta .

Sendo paralelamente Vice-Hospitalário da Ordem de Malta e representante português na Malteser Internacional, ONG que apoia diretamente os maiores eventos de tragédia e de sofrimento do mundo atual. Achei, por obrigação moral, tudo fazer para não se perder um capital de 95 anos e uma estrutura á qual poderei, através dos apoios da Ordem a nível internacional, enriquecer e dotar de meios que possam beneficiar quem precise.

Nessa sequência a anterior Direção demitiu-se e foram organizadas eleições e onde constitui uma Lista com amigos que considero cidadãos com uma grande generosidade e assim após termos ganho as eleições tomámos posse oficial em 28 out13. Desde aí tudo tenho feito para organizar esta Instiytuição quase secular (95 anos).

A sobrevivência desta Instituição Cruz de Malta é essencial para dar continuidade a projetos sociais já desencadeados como seja a cooperação com a "Ass. Coração Amarelo" que cuida de idosos que vivem sós, assim como projetos ligados á constituição de Centros de Dia para séniores num futuro próximo. O Protocolo com o Instituto de Ciências da Saúde que irá proporcionar uma revista periódica de higiene e saúde aos Sem-Abrigo da cidade de Lisboa, entre outros.

Para isso encontrámos um Comandante dotado de toda a capacidade e formação, experiência e humanismo para tomar conta do Corpo Operacional, merecemos um benefício da duvida para que possamos nos estruturar para passarmos na fiscalização que já solicitei para podermos ser úteis a quem de nós precisa.

A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Cruz de Malta, fundada em 1918 por Cavaleiros da Ordem Soberana e Militar de Malta, requer uma atenção e dedicação especial. O contexto histórico-social da segunda década do século passado, caracteriza-se pela ocorrência e decorrências do primeiro conflito bélico mundial (1914-1918) a que se somaram algumas epidemias, nomeadamente a denominada Gripe Espanhola (1918-1919), identificada no começo de março de 1918 em tropas dos Estados Unidos, mas que em outubro de 1918 estava já espalhada por todos os continentes, tornando-se numa pandemia mundial.

Com efeito, apesar de pouco duradouro, tratou-se de um flagelo extraordinariamente violento e mortal que ao fim de seis meses tinha já dizimado cerca de 25 milhões de pessoas, havendo estimativas que apontam mesmo para um número duas vezes maior. Em 27 de setembro de 1918, volvidos apenas 19 anos desde a fundação da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses da Ordem de Malta, um grupo de Cavaleiros, motivado pelo espírito fundador e por preocupações assistencialistas decorrentes, nomeadamente, da epidemia que então grassava impiedosamente, funda a 1.ª Secção Auxiliar de Socorros da cidade de Lisboa, com a designação de Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da “Cruz de Malta”, sob o lema "Pro Fide et Pro Utilitate Hominum".

Um lema que nos recorda o espírito que esteve na origem da fundação da Ordem há mais de 900 Anos em Jerusalém e coincide com o ambiente de Fé que se começava então a viver em Portugal com as Aparições de Nossa Senhora, em Fátima, pouco mais do ano antes da fundação deste Corpo de Bombeiros. Em pouco tempo, os Bombeiros Voluntários da "Cruz de Malta", para além dos serviços prestados na sua área de influência, estavam na estrada a auxiliar os peregrinos a Fátima, tal qual a Ordem o faz ainda hoje, tal qual a Ordem o fez outrora aos peregrinos à Terra Santa.

A importância e relevância que esta Instituição já usufruiu em tempos está patente na visita de Sua Excelência o Presidente da República General Carmona efectuada em 30 de Setembro de 1945 por ocasião do seu 27º Aniversário.

A Ordem de Malta comemorou os 900 anos do seu reconhecimento Papal como organização benfeitora e dedicada ao apoio dos Peregrinos, em especial os da Terra Santa. Dotada de Soberania desde dessa data, o que lhe promove uma autonomia suficiente para estar presente em mais de 110 países desenvolvendo o mesmo trabalho continuado de apoio aos que sofrem de forma politica e diplomaticamente estruturada.

A peça jornalística pecou por não ter em conta o testemunho da Direção, não entendo como tal é possível, o Senhor Jornalista nem sequer tentou perguntar na central dá Cruz de Malta qual o meu contato.

Não é com este tipo de serviço de informacão que se constrói uma comunidade democraticamente justa, irei informar a Redação desse jornal dos meus contatos e ficarei à espera do que se irá seguir. Destruir é fácil construir é muito muito difícil. . .

 


João Alvelos
Tenente-Coronel