19 fevereiro 2014

Bombeiros de Odemira com dívida de 350 mil euros

bvoOs Bombeiros de Odemira estão sem dinheiro para pagar a totalidade dos seus salários, devido a atrasos no pagamento de clientes e a uma dívida à Segurança Social.

A corporação atravessa uma situação financeira "difícil", com as dívidas a funcionários, a fornecedores, à Segurança Social e à banca a rondar os 350 mil euros, diz o presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Odemira (AHBVO), Augusto Inácio.

Na origem deste problema [revelado em primeira mão no passado dia 7 de Fevereiro pelo "Jornal Sudoeste" - editado pela Jota CBS, também proprietária do "CA"] está a redução em cerca de 40% dos serviços de transporte não urgente de doentes nos dois últimos anos e a acumulação de dívidas de entidades estatais, na ordem dos 40 mil euros.

O Centro Hospitalar de Setúbal deve mais de 20 mil euros à instituição e o Ministério Público de Odemira tem em dívida cerca de 13 mil euros, com facturas vencidas há mais de quatro anos.

A situação agravou-se recentemente, com a obrigação de liquidar uma dívida de aproximadamente 80 mil euros à Segurança Social, que implicou hipotecar o quartel da corporação como garantia do cumprimento do plano de pagamentos.

Como consequência de todos os constrangimentos, a AHBVO está sem capacidade financeira para pagar a totalidade dos salários aos mais de 40 trabalhadores, tendo já os de Janeiro sido pagos apenas pela metade.
O presidente da instituição não acredita que "o problema possa ser resolvido a curto prazo" e despedir trabalhadores está fora de questão.

"Não, porque isso era diminuir a capacidade instalada. Isso punha em causa a assistência, o socorro às pessoas", frisa Augusto Inácio.
O presidente da associação apela, por isso, a que "haja uma ajuda" à corporação de Odemira, que, para encontrar o equilíbrio financeiro, precisa de, "pelo menos, mais 15 mil euros mensais".

Apesar de a corporação tencionar organizar alguns eventos e abrir uma conta bancária "solidária" para angariar fundos, o dirigente considera que se tratam de medidas "temporárias" e que é "essencial ter a garantia da sustentabilidade".

 

fonte: Correio Alentejo