13 janeiro 2014

Reflectir o Futuro dos Bombeiros

Há dois anos que procuro analisar a realidade dos bombeiros portugueses e das suas estruturas com o cuidado de não me deixar envolver emocionalmente, face ao peso dos 25 anos de intensa ligação a esta instituição.

Posso mesmo dizer que tenho travado uma batalha comigo mesmo para me libertar dos 18 anos de exercício como dirigente efectivo do órgão de direcção executiva da Liga dos Bombeiros Portugueses, 3 como Secretário, outros 3 como Vice-presidente e 12 como Presidente. Fi-lo porque respeito o jogo democrático e não quis intrometer-me nos mandatos de outros.
Chegados aqui, num ano fundamental em que de novo as instituições filiadas na Confederação vão ser chamadas a definir as linhas de rumo e eleger os dirigentes para o triénio 2015-2017, julgo essencial olhar em frente e contribuir para que, ao longo dos próximos meses, sejam encontradas respostas, nomeadamente quanto a duas questões essenciais:
Primeira: quais são as debilidades e insuficiências de que os Bombeiros – enquanto pilares do socorro prestado às populações – padecem, nos vários domínios em que a sua missão se desenvolve?
Segunda: que futuro se deseja construir para a instituição bombeiros em Portugal e para as suas estruturas?
O debate está ainda fechado e parece que não há muita gente interessada em abri-lo. Mas é preciso que ele se abra, com limpeza de espírito, muita humildade, sem fulanização, sem retórica demagógica ou ajustes de contas, desnecessários e improdutivos.
Pela minha parte, fica desde já anunciado que através deste espaço, pelo qual sou responsável e que sei ser lido por muitos dos que partilham as mesmas inquietações do que eu, abordarei as duas questões genéricas que acima identifiquei. Fá-lo-ei sempre no respeito pelo estatuto editorial deste blog, isto é sem visar pessoas. É que o problema não está na forma de ser das pessoas, mas sim na sua manifesta falta de ideias. É este o terreno em que quero e vou intervir, com empenho e determinação. O terreno das ideias, dos projectos e das propostas de solução. 
Com os olhos postos no futuro, sem nostalgias ou sentido de propriedade do passado, posiciono-me para o debate e para intervenção, para ajudar a fazer diferente e melhor futuro para os bombeiros portugueses e para as suas estruturas.


Duarte Caldeira