22 janeiro 2014

Protecção Civil rejeita responsabilidade na interrupção de buscas de Daniel

"A informação de suspender as buscas surgiu da PJ", diz Luís Neri


O presidente do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros da Madeira (SRPC) recusou hoje qualquer responsabilidade na decisão de interromper as buscas da criança desaparecida domingo na Calheta, adiantando que a operação foi coordenada pelas autoridades policiais.

"A dado momento, a Polícia Judiciária assumiu a coordenação da operação e a informação de suspender as buscas surgiu da PJ", disse Luis Néri à agência Lusa. O responsável do SRPC adiantou que, "inicialmente, quem tomou conta desta operação e pediu meios foi a PSP e só depois surgiu a PJ". Luis Néri acrescentou que a decisão de suspender as atividades na Calheta aconteceu "depois de uma reunião no local e mediante os fatores que estavam em jogo". "A Proteção Civil apenas esteve envolvida nesta operação de busca e salvamento a pedido da PSP, chamada duas ou três horas depois de ter sido dado o alerta, junto com outros intervenientes e depois a PJ assumiu a coordenação", apontou o responsável da SRPC.

Segundo Luis Néri, depois todas as ações desenvolvidas "tiveram a ver com o que a PJ entendeu, com base no que se estava a passar". "A decisão de suspender as buscas nunca partiu da Proteção Civil, os bombeiros só colaboraram no que foi pedido", disse este responsável.

O coordenador da PJ no Funchal, Eduardo Nunes, recusou hoje fazer qualquer comentário sobre esta situação, escusando-se também a falar cobre as críticas feitas pelo pai da criança. Na segunda-feira, o responsável da PJ no Funchal informou que as buscas para localizar a criança de 18 meses desaparecida na tarde de domingo no Estreito da Calheta, na zona oeste da ilha, estavam "terminadas". "As buscas foram dadas por terminadas", afirmou nesse dia Eduardo Nunes aos jornalistas, acrescentando que "todos os cenários" estavam em aberto. Posteriormente, os pais e todas as outras pessoas que se encontravam no convívio quando a criança desapareceu, foram ouvidas nas instalações da PJ, no Funchal.Na terça-feira, o pai da criança, Carlos Abreu Sousa, acusou a polícia de não estar a fazer "um bonito trabalho", considerando que não estava a mostra a "devida capacidade de procurar, de investigar". A criança de 18 meses, que esteve desaparecida desde a tarde de domingo, foi encontrada esta manhã na Calheta, Madeira, está a ser observada nas Urgências do Hospital do Funchal. O menino desapareceu quando se encontrava num encontro da família na casa do tio, localizada no sítio dos Reis Acima, na zona alta do concelho da Calheta.

Fonte: Diário de Noticias