15 janeiro 2014

Portugal e Espanha combatem fogos

Países podem contar com os meios disponíveis em cada um dos lados da fronteira

Portugal e Espanha reuniram-se, na passada quarta-feira, numa cerimónia que reforça os laços de cooperação transfronteiriça no que toca a acções de protecção civil de ambos os países.
 
nesta causa há alguns anos, Portugal e Espanha têm mantido contactos regulares, sendo que os meios disponíveis em cada país podem servir e actuar no país vizinho até cerca de 15 quilómetros para lá das respectivas fronteiras.
 
“Vamos continuar a trabalhar e apostar na informatização das ligações para garantir uma eficácia maior e uma melhor entreajuda nos espaços fronteiriços. No plano operacional, não há qualquer dúvida sobre o que cada um tem que fazer”, explicou o secretário de Estado da Protecção Civil, José Medeiros, que presidiu à cerimónia.
 
O Governo tem apostado, também, no conhecimento dos índices de risco por concelho, que abrange um vasto conjunto de informações, como o risco sísmico. “Pretendemos que quem está no centro de coordenação nacional de Protecção Civil saiba tudo o que está no terreno, rentabilizando os recursos”, salientou o responsável.
 
Para a subdelegada do Governo de Espanha em Zamora, Josefa Chicote, esta cooperação não se cinge, apenas, à passagem de aviões pelo território ibérico, mas “todo o conjunto de informações, mapas e riscos na época de incêndios e não só, de modo a minimizar os desastres”.
 
Além dos meios disponíveis, o distrito de Bragança conta, agora, com uma viatura de Comando Móvel, que actuará em caso de incêndios ou desastres de grandes dimensões. “Estávamos muito limitados, pois não tínhamos espaço, nem comunicações, mas com esta viatura poderemos estar presentes em todos os incidentes de maiores proporções”, adiantou o governador civil de Bragança, Jorge Gomes. O veículo está equipado com um conjunto de comunicações e sistemas informáticos, de modo a garantir a informação necessária.
 
Com 400 homens, 100 viaturas e dois helicópteros em regime de prontidão, na Fase Charlie, que arranca no mês de Julho, os meios disponíveis do distrito de Bragança poderão apoiar Espanha em qualquer situação. “Já noutros anos acudimos e temos meios para responder ao pior que possa acontecer, pelo que podemos ajudar o país vizinho sempre que os nossos recursos não estejam ocupados”, esclareceu Jorge Gomes.
 
 
por Sandra Canteiro / Jornal Nordeste