31 janeiro 2014

Novo presidente dos Bombeiros de Freamunde promete trabalho

Prioridades passam por terminar obras de alargamento do quartel, aumentar o número de sócios e adquirir um terreno atrás do quartel

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Não é bombeiro nem nunca sonhou ser, mas a corporação dos Bombeiros Voluntários de Freamunde já faz parte da sua vida há mais de 20 anos. Casou com a filha da quarteleira, é cunhado do adjunto de comando e tem um filho já bombeiro. Por isso, a chegada à presidência da direcção desta instituição surge como natural na vida de José Carlos Costa. "Nunca quis ser bombeiro, mas há outras formas de ajudar", acredita.

Para o próximo triénio, o natural de Sobrado (Valongo) mas freamundense de coração, promete "trabalho, trabalho e trabalho" e afirma que abraçou este desafio com "espírito de missão". As grandes prioridades da nova direcção passam por terminar as obras de alargamento do quartel da associação, que deverão estar concluídas em Abril; angariar mais sócios e adquirir um terreno contíguo ao quartel para reconstruir a torre de treinos e os serviços de lavandaria.

Conhece a vida do quartel há 20 anos

Apesar de não ser de Freamunde, isso não o impede de estar já tão ligado à terra como se lá tivesse nascido. Natural de Sobrado, Valongo, foi nesse concelho que José Carlos Costa viveu até à adolescência, quando se mudou para Lustosa (Lousada). Até que casou e se fixou em Freamunde. Deixou uma terra cheia de bairrismos, onde se vivem intensamente as festas das Bugiadas e Mouriscadas, para mudar-se para outra com as mesmas características. Em Freamunde, conta, já integrou a mesa das Sebastianas, em 2004.

Proveniente de uma família numerosa, com cinco irmãos, José Carlos Costa começou a trabalhar cedo. "Era preciso ajudar", recorda. Trabalhava de dia e estudava de noite e o ritmo não abrandou quando casou. Decidiu montar um negócio e ainda hoje é gerente da mesma loja de tintas. "Na altura ajudava aqui o meu sogro no restaurante, tinha a loja e ainda trabalhava numa empresa de distribuição de vinhos" para garantir o dinheiro ao fim do mês, conta.

Foi o casamento que o trouxe ao quartel de Freamunde. Casou com a filha da quarteleira, que explora um restaurante na parte de baixo do edifício dos bombeiros, e desde há 20 anos que convive de perto com os soldados da paz e as direcções. "Vivo no quartel há 20 anos embora não seja bombeiro", explica o valonguense. E se ele nunca quis ser bombeiro, o mesmo não aconteceu com o filho que, agora com 18 anos, já está no estágio para se tornar bombeiro no corpo activo. "Ele nasceu aqui, está-lhe no sangue", assume o pai com orgulho.

"Nunca quis ser bombeiro, mas há outras formas de ajudar"

Essa ligação à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Freamunde já o tinha levado a manifestar vontade de integrar a direcção da corporação. Agora foi convidado para presidir à associação e aceitou o desafio. "Não podia recusar", afirma José Carlos Costa. "Nunca quis ser bombeiro, mas há outras formas de ajudar", salienta.

Aos 39 anos, tornou-se presidente de primeira viagem, eleito em lista única, e acompanhado de uma direcção de "sangue novo", já que apenas um elemento da anterior direcção se mantém. Tomou posse no início deste mês e promete para o próximo triénio muito trabalho. "Vou tentar fazer o melhor que puder e que me deixarem. Não deixarei ficar mal quem apostou em mim", garante o novo dirigente que, na cerimónia de tomada de posse, disse abraçar este desafio com "espírito de missão".

Associação tem 3000 sócios mas quer mais e promete dar-lhes mais benefícios

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São para já três os projectos que esta nova direcção quer levar a bom porto. O primeiro, já em andamento, são as obras de alargamento do quartel, iniciadas pela anterior direcção e que devem terminar em Abril. "Será a prenda de aniversário deste ano. Não tínhamos espaço para as viaturas e estamos a criar melhores condições para os bombeiros", recorda José Carlos Costa. Quando terminarem as obras, o quartel vai contar com um parque para viaturas pesadas e camaratas adequadas para os soldados da paz. A nova direcção quer também adquirir um terreno contíguo ao quartel para reconstruir a torre de treinos e os serviços de lavandaria, entre outros. "Vamos procurar negociar com o proprietário", explica o presidente.

Para levar avante estes projectos, e apesar de a instituição ter uma situação financeira estável, os Bombeiros de Freamunde vão também lançar uma campanha de angariação de novos sócios. Neste momento contam com cerca de 3000 pessoas associadas que pagam uma anuidade de 12 euros. "Vamos enviar uma carta para todas as casas em Fevereiro a lembrar as pessoas que precisamos de ajuda. Os bombeiros não são necessários só na época de incêndios, são necessários todo o ano", salienta José Carlos Costa, apelando a que todos apoiem esta causa. O dirigente diz que para dar mais benefícios aos associados, que até agora recebem apenas desconto nos serviços prestados pelos bombeiros, vão procurar estabelecer parcerias com entidades locais.

Outro apoio que ainda aguardam é o da Câmara Municipal de Paços de Ferreira. "Ainda não recebemos o subsídio do ano passado e vamos ter uma reunião com o novo executivo para pedir que regularizem a situação. Os bombeiros não podem esperar", conclui.


fonte: Jornal Verdadeiro Olhar