19 janeiro 2014

Chamas até 40 metros de altura nos incêndios na Austrália

Os incêndios florestais na Austrália agravaram-se na zona este do país, onde há zonas com chamas que atingem os 40 metros de altura, e melhoraram no sul e sudeste graças a uma descida das temperaturas.

O Estado de Nova Gales do Sul, cuja capital é Sydney, combate este domingo perto de 90 incêndios, sendo os mais perigosos os da parte sul, no bosque estatal de Murraguldrie, segundo a emissora ABC.

O subdiretor do serviço rural de bombeiros, Rob Rangers, expressou a sua preocupação pelo crescente número de fogos que aparecem.

Na aldeia de Carabost, rodeada de pinhais e bosques, as chamas avançam sem controlo desde sábado à tarde, algumas com 40 metros de altura, e queimaram três vivendas, e outras cinco nos arredores do cruzamento das estradas de Billabong com Tumbarumba.

No Estado de Victoria, ao sul de Nova Gales do Sul, a intensa onda de calor diminuiu e está a facilitar o trabalho dos bombeiros, numa altura em que os incêndios já destruíram dez casas e 130 mil hectares de terreno, e mataram milhares de ovelhas.

O comissário Craig Lapsley, do Serviço de Bombeiros de Victoria, considerou o resultado bom, dadas as circunstâncias, já que "grandes incêndios queimaram 100 mil hectares de terreno basicamente em dois dias".

Em Melbourne, capital de Victoria, disputa-se nestes dias o torneio de ténis Alberto da Austrália (Open da Austrália), mas devido à intensa onda de calor, os organizadores tiveram de cancelar as partidas e transferi-las para campos cobertos.

No Estado da Austrália do Sul, as condições climatéricas também melhoraram, depois de as chamas terem destruído 15 vivendas e consumido milhares de hectares de terreno.

Outros incêndios que continuam a preocupar o Serviço de Bombeiros são os de Barrosa Valley e Bangor.

O ano de 2013 foi declarado o ano mais quente da Austrália, país onde a temperatura média subiu 0,9 graus centígrados desde 1910.

O organismo independente da Comissão do Clima alertou que as ondas de calor na Austrália serão mais frequentes, mais fortes e mais duradouras, e responsabilizou as alterações climáticas por este fenómeno.

Fonte: DN