O que causa estranheza é que essa formação venha a ser dada, precisamente pela mesma entidade/personalidade que, no relatório sobre os IFs/2013, denunciou a sua inexistência e recomendou a sua inclusão no percurso formativo dos bombeiros.
Coincidências. Estranhas e perigosas.
Porque lançam suspeitas e permitem especulações. Umas e outras, a partir de agora, incontornáveis.
Afinal, os autores do relatório ganharam com a sua elaboração e ganham agora, também, com as conclusões a que chegaram.
Bonito, Bonito, Bonito.
Não estão em causa as competências técnicas, o conhecimento científico e a capacidade instalada da ADAI/CFEI/LEIF/Prof. Xavier Viegas.
O que está em causa é que estas entidades, tendo interesses na área formativa dos bombeiros (o que não é pecado), mesmo assim tenham aceite a responsabilidade da elaboração de um relatório, que vem, recomendando melhorias, focalizar, e destacar, um défice numa determinada formação, precisamente a que aquelas entidades, em exclusivo nacional, ou quase, ministram.
Melhorias, que vão ser implementadas por quem as recomendou e as rotulou como necessárias.
“Limpinho”, “Limpinho”, “Limpinho”.
Bem feito fôra que tivesse havido prudência, bom senso e temperança.
Mas não houve.
Tenho para mim que teria sido mais saudável, e mais higiénico, se se tivesse evitado esta misturada de protagonistas e esta confusão inenarrável.
A imparcialidade e a credibilidade do processo, dêem-se as voltas que agora se derem, estão postas em causa, feridas e atingidas, de forma letal.
Os processos devem ser vistos e revistos, se ainda fôr possível.
Por uma questão de princípio.
Princípio meu, de César e de sua mulher (dele, de César).
Até já.





