28 janeiro 2014

Açores reiteram compatibilidade de SIRESP com rede da Proteção Civil regional

O presidente do Governo dos Açores disse hoje que a requalificação da rede de comunicações da Proteção Civil regional avança este ano e reiterou que será compatível com a do SIRESP, usada pela PSP, GNR e militares.

A requalificação da rede de comunicações do Serviço Regional de Proteção civil e Bombeiros dos Açores "prevê não só a atualização tecnológica dessa mesma rede, mas também a sua operacionalidade e interação com outros sistemas de comunicações, também em fase de implementação, dirigidas a forças de segurança e militares", afirmou Vasco Cordeiro.

O presidente do executivo açoriano falava na cerimónia de lançamento da primeira pedra do novo centro de saúde de Ponta Delgada, reiterando no final, aos jornalistas, que o arquipélago optou por manter um sistema próprio de comunicações para a Proteção Civil regional por responder melhor às "necessidades" específicas da região do que o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP).
Vasco Cordeiro considerou ainda fruto do "desconhecimento" as afirmações do secretário de Estado da Administração Interna, Fernando Alexandre, à TVI, na segunda-feira.

Fernando Alexandre disse que há neste momento nos Açores uma "impossibilidade de comunicação móvel direta" entre PSP e GNR e a Proteção Civil "por responsabilidade" do executivo açoriano e que, se essas dificuldades de comunicação provocarem perda de vidas numa situação de catástrofe ou emergência, a responsabilidade é do Governo Regional.

Vasco Cordeiro vincou que a opção por manter um sistema próprio para a Proteção Civil dos Açores se baseou em "dados objetivos", referindo que foi feito um "estudo técnico" sobre as características do SIRESP e da rede já instalada nas ilhas.

"A conclusão do Governo [Regional] foi que a rede que está instalada, a rede que foi desenhada para o Serviço Regional de Proteção Civil dos Açores, é uma que responde melhor às nossas necessidades do que o outro sistema", afirmou, dizendo ainda que também "do ponto de vista financeiro" é a que "serve melhor os Açores".
Em novembro, numa intervenção no parlamento açoriano, o secretário regional da Saúde já tinha garantido que a rede de comunicações para a Proteção Civil do arquipélago seria compatível com a do SIRESP, apesar de funcionarem em frequências diferentes "por uma necessidade estrutural da rede a nível dos Açores".
Segundo Luís Cabral, a rede que o executivo quer para os Açores "é uma evolução tecnológica" da que já existe no arquipélago, "dentro das mesmas frequências, porque são essas as únicas frequências que garantem, por exemplo, comunicações de ilha a ilha, coisa que a rede SIRESP não iria conseguir, pelas frequências que usa".



por Jornal da Madeira