29 dezembro 2013

Explosão em casa devoluta junto ao jardim de S. Lázaro



O susto grande dos vizinhos, estilhaços espalhados na Rua de S. Vítor, trânsito interrompido. Ocupantes ocasionais de uma velha casa devoluta, que alguém viu sair pouco antes pela única porta, terão estado na origem do rebentamento de uma pequena botija de gás, das usadas pelos campistas, no primeiro andar. Foi pelas 21.20 horas. Temiam-se danos estruturais, mas os sapadores autorizaram a reabertura da circulação de automóveis e peões.


Tanto o subcomissário Cruz, da PSP, como o chefe Campos, do Batalhão de Sapadores Bombeiros, confirmaram ao JN que algum vizinho terá visto dois homens e uma mulher, com um cão, deixar a casa que tantas preocupações causa aos vizinhos. "Estou farta de ligar para a Polícia, para a Câmara, para a Proteção Civil... dizem sempre que não podem fazer nada", desabafa Isabel Sousa, que mora ao lado, já na Avenida de Rodrigues de Freitas, janelas sobre o jardim de S. Lázaro.

Um problema que existe em muitas casas degradadas e abandonadas do Porto, que são usadas por sem-abrigo ou toxicodependentes. Ali, além dos ruídos ouvidos por vizinhos ("outro dia, parecia que estavam a arrancar todos os fios das paredes"), os colchões encontrados mostram que dorme lá gente. Por isso, o prédio foi vistoriado, em busca de possíveis ocupantes, verificando-se não estar lá ninguém.

De acordo com o chefe Campos, o sopro da explosão evitou um incêndio de maiores proporções. Só um pequeno banco ardeu.

Fonte: JN