03 novembro 2013

Único héli do INEM a norte é o que mais pessoas resgatou

O helicóptero do INEM estacionado em Macedo de Cavaleiros - único em todo o Norte e cuja base vai ser tansferida para Vila Real - é o que mais socorros efetuou de entre os seis meios aéreos nacionais.


Entre novembro de 2012 e maio de 2013, o helicóptero de Macedo de Cavaleiros teve mais missões do que os outros cinco meios aéreos. Segundo a estatística publicada na página do INEM na Internet, os cinco meios realizaram 479 missões (2,6 média/dia). A aeronave de Macedo de Cavaleiros realizou 150 socorros, seguida da de Santa Comba Dão, com 132, e da de Lisboa, com 97 (ver infografia).

É, de resto, também a pensar nestes números que os contestatários da saída do meio aéreo para Vila Real vão organizar, este sábado, às 19.30 horas, nova manifestação. Aliás, refira-se que superam os 81% as missões efectuadas pelo helicóptero do INEM de Macedo que tiveram origem nos concelhos do distrito de Bragança: quatro em cada cinco doentes transportados em 2012 são brigantinos.

"Morrer no Nordeste Transmontano eu digo não", foi a mensagem lançada pelos organizadores do protesto que surgiu nas redes sociais no ano passado, quando foi conhecido o novo dispositivo de emergência do INEM, que prevê a deslocação do héli de Macedo de Cavaleiros para Vila Real. Intenção que originou uma onda de contestação.

População excluída

Os argumentos dos organizadores da manifestação dizem que a maior percentagem de missões são primárias. Todavia, os dados do INEM apresentam naquele período 66 primárias e 84 secundárias (transporte entre hospitais). Por outro lado, teme-se que um parte considerável da população da fronteira, em Miranda do Douro, Mogadouro e Vimioso fique de fora do raio de socorro. As localidades a mais de 92 quilómetros de Vila Real podem ficar em risco.

Ainda que o INEM defenda que a aposta na reorganização dos meios aéreos assente na partilha de recursos com o Ministério da Administração Interna e que todas as aeronaves utilizadas cumpriram com sucesso os serviços para os quais foram acionados, os transmontanos não se conformam com a perda do helicóptero. A deslocação para Vila Real foi adiada, devido aos processos judiciais interpostos pelos autarcas de Bragança.

Fonte: JN