31 outubro 2013

Incêndios Florestais 2013

Na passada segunda-feira (31/09/2013) terminou a fase Charlie do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECF) de 2013.
 
As ideias-força para o DECIF deste ano foram definidas assim: cobertura nacional de ataque inicial com equipas helitransportadas; cobertura nacional de meios aéreos de ataque ampliado para reforço imediato; pré-posicionamento e balanceamento de meios interdistritais, para reforço imediato; reserva nacional de meios terrestres pré-formatados para reforço e sustentação das operações; reforço especializado para manobras de combate indirecto com técnicas de fogo e maquinaria.
 
Quanto aos objectivos operacionais do DECIF, os mesmos foram identificados deste modo: permanente segurança das forças; área ardida abaixo da meta do Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PNDFCI); redução dos reacendimentos; optimização dos tempos de resposta.
 
Nos próximos dias teremos os dados referentes ao número de ocorrências e à área ardida referente ao período de 1 de Janeiro a 30 de Setembro.
 
No entanto temos já a certeza do balanço dos incêndios florestais deste ano, quanto a vítimas humanas: nove mortos, dos quais oito eram bombeiros, em incêndios ocorridos no mês de Agosto; dezenas de bombeiros feridos, alguns com bastante gravidade.
 
Importa então fazer uma análise detalhada ao que se passou este ano, atendendo às ideias-força e aos objectivos operacionais definidos para o DECIF.
 
Não tenhamos medo de identificar as vulnerabilidades, as insuficiências e os erros cometidos. Falemos deles com coragem, dando assim o primeiro passo para a sua correcção.
 
Tenho a convicção de que temos de reflectir sobre muitos indicadores do que se passou este ano. Se não o fizermos passaremos a ser responsabilizados pelo que possa acontecer em próximos anos.
 
As condições meteorológicas extremas vão multiplicar-se e a biomassa continuará a acumular-se, aumentando deste modo o risco de deflagração de incêndios.
 
Urge então exigir mais investimento e acção nos dois primeiros pilares do Sistema Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios (Prevenção Estrutural e Prevenção Operacional) e mais reflexão, com consequências, no pilar do combate.
 
 
Duarte Caldeira