20 março 2013

Organização das Forças de Combate aos Incêndios Florestais

Hoje iremos relembrar como são Organizadas as Forças Terrestres de Combate aos Incêndios Florestais.
Este artigo tem como base de pesquisa, a Directiva Operacional Nacional N.º2 / DECIF2012.

As forças de combate a incêndios florestais organizam-se nas seguintes unidades:
  • Equipa de Combate a Incêndios Florestais (ECIN):
Equipa constituída por um veículo de intervenção e respectiva guarnição de 5 (cinco) elementos;
  • Equipa de Intervenção Permanente (EIP):
Equipa constituída por um veículo de intervenção e respectiva guarnição de 5 (cinco) elementos;
  • Equipa de Logística de Apoio ao Combate (ELAC):
Equipa constituída por 2 ou 3 elementos e um meio técnico de apoio logístico às operações ou a veículos de ataque.
  • Equipa do Grupo de Análise e Uso do Fogo (E.GAUF):
Coordenada tecnicamente pela AFN e constituídas por equipas de 3 elementos cada, accionadas e coordenadas operacionalmente pelo CNOS, por sua iniciativa ou por solicitação do CDOS;
  • Equipa de Sapadores Florestais:
Coordenada tecnicamente pela AFN e constituídas por 5 elementos cada, accionadas e coordenadas operacionalmente pelos CDOS;
  • Equipa de Reconhecimento e Avaliação de Situação (ERAS):
Constituída a nível nacional por 2 elementos cada, à ordem do CNOS deslocando-se para o T.O. para avaliação e apoio operacional.

  • Equipa de Observação (EOBS) ou Observadores (OBS):
Principal e único objectivo, perante a previsibilidade de acontecer um evento, actuar proactivamente e, através de informação imediata e indispensável ao processo de tomada de decisão, garantir a antecipação de medidas operacionais. Têm uma grande mobilidade e garantem permanente a interligação com o respectivo COS e CDOS;

  • Brigada de Bombeiros Sapadores Florestais (BBSF):
Brigada constituída por Distrito e formada por elementos dos C.B. Voluntários, num total de 15 elementos cada, à ordem do CDOS sem prejuízo de ser utilizada a nível nacional à ordem do CNOS;

  • Brigada de Combate a Incêndios(BCIN):
Brigada constituída até 3 ECIN, num total de 15 elementos;

  • Grupo de Combate a Incêndios Florestais (GCIF):
Constituídos por Distrito, agrupando dos C.B., à ordem dos CDOS, 4 VCI, 2 VTT e 1 VCOT e as respectivas equipas, num total de 26 elementos;

  • Grupo de Reforço para Incêndios Florestais (GRIF):
Constituídos por Distrito, agrupando dos C.B., à ordem dos CNOS, 1 GCIF, 1 VTPT, 1 ABSC e as respectivas equipas, num total de 32 elementos;


  • Grupo Logístico de Reforço (GLOR):
Constituídos por Distrito, agrupando dos C.B., à ordem dos CNOS, 5 VTGC, 1 VCOT e as respectivas equipas, num total de 12 elementos ;

  • Companhia de Reforço para Incêndios Florestais (CRIF):
Constituída agrupando dos C.B., à ordem dos CNOS, 3 GRIF, 1 VCOT, 1 VGEO, 1 VOPE e as respectivas equipas, num total de 106 elementos;

Meios Aéreos

  • Equipas Helitransportadas de Ataque Inicial (EHATI):
Constituídas por 5 elementos, transportadas num helicóptero, com a missão específica de intervenção imediata em incêndios florestais;
  • Brigada Helitransportadas de Ataque Inicial (BHATI):
Constituídas por 2 ou mais EHATI, transportadas por helicóptero ou helicópteros, agrupados em Task Force;

A constituição de dez grupos de reforço de ataque ampliado, denominados GRUATA, a utilização de máquinas de rastos, no apoio às ações de combate a incêndios florestais, e a cooperação com a Força Aérea Portuguesa, que disponibiliza o avião C-295M, são outras das alterações significativas no DECIF para 2013.


Os Meios Terrestres de Combate a Incêndios Florestais, são na sua grande maioria, Veículos de Socorro e Combate a Incêndios Florestais. Ou seja, são veículos de primeira intervenção equipados com bomba de incêndio, tanque de água e outros equipamentos necessários para o salvamento e combate a incêndios.
  • Veículo Ligeiro de Combate a Incêndios (VLCI)
− VLCI: veículo ligeiro do tipo todo-o-terreno (4x4), dotado de bomba de serviço de incêndios, destinado prioritariamente à intervenção nos incêndios rurais (florestais) e urbanos;
− O tanque de água, poderá possuir a capacidade mínima de:
• Tanque A: 500 litros (± 5%), para chassis homologados até 3,5 toneladas;
• Tanque B: 1000 litros (± 5%), para chassis homologados até 7.5 toneladas;

  • Veículo Florestal de Combate a Incêndios (VFCI)
− VFCI: veículo todo-o-terreno (4x4), dotado de bomba de serviço de incêndios, destinado prioritariamente à intervenção nos incêndios florestais e rurais;
− O tanque de água, poderá possuir a capacidade mínima de:
• Tanque A: 3000 litros (± 5%);
• Tanque B: 3500 (± 5%).
− Deve possuir um reservatório de emergência, cuja água não deve ser utilizada no serviço de incêndios, com a capacidade de 300 litros (± 5%), enchimento autónomo e simultâneo com o tanque principal e possuir um sistema de bombagem adequado.

  • Veículo Florestal de Combate a Incêndios (VRCI)
− VRCI: veículo do tipo 4x4, dotado de bomba de serviço de incêndios, destinado prioritariamente à intervenção nos incêndios rurais;
− Tanque com uma capacidade mínima 1500 litros;



  • Veículo Especial de Combate a Incêndios (VECI)
− VECI: é um veículo de combate a incêndios que utiliza meios especiais de extinção, com ou sem agentes extintores, com capacidade superior a 4000 litros.

Veículos de Apoio Logístico
Veículo destinado a transportar equipamento ou meios de apoio, extinção e/ou reforço.
  • Veículo Tanque Táctico Rural (VTTR):
- Veículo de apoio com chassis 4×4;
- Dotado de bomba de serviço de incêndios;
- Destinado ao abastecimento de veículos de combate a incêndios e outras actividades de apoio;
- Possui um tanque com capacidade mínima de 8.000 litros;

  • Veículo Tanque Táctico Florestal (VTTF):
 
- Chassis todo-o-terreno;
- Equipado com bomba de incêndios e tanque de água, para apoio a operações de socorro e ou assistência;
- Capacidade mínima de 8.000 litros;
  • Veículo Tanque Grande Capacidade (VTGC):
- Equipado com bomba de incêndios e tanque de água, para apoio a operações de socorro e ou assistência, podendo ser articulado;
- Capacidade do tanque superior a 16.000 litros.



Veículos de Comando Operacional
Veículo equipado com meios de comunicação e equipamento diverso que
permita o reconhecimento e/ou a coordenação e/ou o comando e controlo de operações.
  • Veículo de Comando Táctico (VCOT):
- Veículo destinado ao reconhecimento e comando táctico;
  • Veículo de Comando e Comunicações (VCOC):
- Concebido para a montagem de Postos de Comando Operacional com uma área de Transmissões e uma área de Comando, perfeitamente delimitadas;
  • Veículo de Planeamento, Comando e Comunicações (VPCC):
- É um veículo concebido para a montagem de Postos de Comando Operacional com uma área de Planeamento, uma área de Transmissões e uma área de Comando, perfeitamente delimitadas.
  • Veículo de Gestão Estratégica e Operações (VGEO):
- Preparado para gestão de grandes ocorrências.

 * Este Artigo, tem como base de pesquisa, documentação disponibilizada pela ENB