Oiça aqui as chamadas para o 112. Médica e dois operadores do 112 acusados por homicídio negligente
Uma médica e dois operadores da central telefónica do INEM foram acusados recentemente por homicídio negligente e incorrem em penas até cinco anos de prisão.
O conhecido maestro Correia Martins morreu em 2009 após ter esperado quase hora e meia pelo socorro do INEM.
Tivemos acesso às conversas gravadas pela central do INEM, as mesmas que levaram agora o Ministério Público a concluir que se não fosse a negligência dos arguidos a vítima teria certamente sobrevivido.
Sábado, 28 de março de 2009, no intervalo dos espetáculos de revista «Piratada à Portuguesa», o maestro Fernando Correia Martins vai a casa jantar como era hábito. Ao chegar, pelas oito da noite, sente uma forte dor no peito.
«Essa dor começou-se a acentuar-se cada vez mais e ele pediu-me para chamar uma ambulância porque se estava a sentir muito mal que já lhe estava a apanhar o braço e eu fiz um telefonema para o INEM», conta Olívia Correia Martins.
O operador do INEM desvaloriza a forte dor no peito descrita, nem a menciona na ficha fala apenas em dores nas costas e define a prioridade mínima da urgência.
Paciente e mulher sentem que é grave. Olívia insiste para o 112. Volta a relatar a dor no peito, mas a nova operadora que atende a chamada não transmite à médica toda a informação. Olívia insiste que está em causa um problema cardíaco, a funcionária da central desvaloriza.
Correia Martins já não conseguiu regressar ao Parque Mayer à terceira tentativa para o INEM a funcionária pede para falar com o paciente, a essa hora o país parara para ver futebol: Portugal contra a Suécia.
Desta vez a funcionária descreve a situação completa à médica, mas ambas concluem que se trata de uma brincadeira.
Passara uma hora sobre o primeiro pedido de socorro. Olívia decide levar o marido ao hospital, mas Correia Martins perde a consciência à porta de casa. O INEM é chamado e desta vez a operadora da central avisa a médica que o caso pode trazer-lhes problemas.
A ambulância chega ao hospital hora e meia após o pedido de socorro. Correia Martins entra no hospital de São José às 22 horas e o óbito é declarado meia hora depois. No caminho o médico que seguia na ambulância nem achou necessário avisar a urgência como atesta a chamada.
O Ministério Público acusou recentemente dois operadores da central e a médica do INEM por homicídio negligente. Correia Martins tinha 72 anos. e diz a acusação que não fosse o desleixo dos arguidos e o maestro teria sobrevivido.
O gabinete de comunicação do INEM diz à TVI que os arguidos estão em funções e que nem havia razões para não estarem. Os arguidos incorrem numa pena entre 3 a 5 anos de prisão.
Uma médica e dois operadores da central telefónica do INEM foram acusados recentemente por homicídio negligente e incorrem em penas até cinco anos de prisão.
O conhecido maestro Correia Martins morreu em 2009 após ter esperado quase hora e meia pelo socorro do INEM.
Tivemos acesso às conversas gravadas pela central do INEM, as mesmas que levaram agora o Ministério Público a concluir que se não fosse a negligência dos arguidos a vítima teria certamente sobrevivido.
Sábado, 28 de março de 2009, no intervalo dos espetáculos de revista «Piratada à Portuguesa», o maestro Fernando Correia Martins vai a casa jantar como era hábito. Ao chegar, pelas oito da noite, sente uma forte dor no peito.
«Essa dor começou-se a acentuar-se cada vez mais e ele pediu-me para chamar uma ambulância porque se estava a sentir muito mal que já lhe estava a apanhar o braço e eu fiz um telefonema para o INEM», conta Olívia Correia Martins.
O operador do INEM desvaloriza a forte dor no peito descrita, nem a menciona na ficha fala apenas em dores nas costas e define a prioridade mínima da urgência.
Paciente e mulher sentem que é grave. Olívia insiste para o 112. Volta a relatar a dor no peito, mas a nova operadora que atende a chamada não transmite à médica toda a informação. Olívia insiste que está em causa um problema cardíaco, a funcionária da central desvaloriza.
Correia Martins já não conseguiu regressar ao Parque Mayer à terceira tentativa para o INEM a funcionária pede para falar com o paciente, a essa hora o país parara para ver futebol: Portugal contra a Suécia.
Desta vez a funcionária descreve a situação completa à médica, mas ambas concluem que se trata de uma brincadeira.
Passara uma hora sobre o primeiro pedido de socorro. Olívia decide levar o marido ao hospital, mas Correia Martins perde a consciência à porta de casa. O INEM é chamado e desta vez a operadora da central avisa a médica que o caso pode trazer-lhes problemas.
A ambulância chega ao hospital hora e meia após o pedido de socorro. Correia Martins entra no hospital de São José às 22 horas e o óbito é declarado meia hora depois. No caminho o médico que seguia na ambulância nem achou necessário avisar a urgência como atesta a chamada.
O Ministério Público acusou recentemente dois operadores da central e a médica do INEM por homicídio negligente. Correia Martins tinha 72 anos. e diz a acusação que não fosse o desleixo dos arguidos e o maestro teria sobrevivido.
O gabinete de comunicação do INEM diz à TVI que os arguidos estão em funções e que nem havia razões para não estarem. Os arguidos incorrem numa pena entre 3 a 5 anos de prisão.
por TVI24





